Geração 21 completa 10 anos a avaliar mais de oito mil crianças

G21

“As famílias Geração 21 vivem a possibilidade de contribuir para que sejamos capazes de pensar novas hipóteses para os problemas de saúde”, destaca o Presidente do ISPUP.

A Geração 21 está de parabéns. Foi há 10 anos que arrancou este projeto pioneiro do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) que visa avaliar o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças desde o nascimento, representando a maior coorte de recém-nascidos do Sul da Europa.

A aventura começou em 2005 quando se decidiu avançar para a criação do primeiro e único estudo deste tipo a ser realizado em Portugal. A saber, uma coorte é um grupo de indivíduos com certa(s) característica(s) comum(s), constituído com o objetivo de ser acompanhado durante um estudo epidemiológico. O objetivo principal é observar este grupo de indivíduos, seguindo-os ao longo do tempo. E assim se tem vindo a fazer.

Depois do nascimento, o conjunto de 8647 crianças que nasceram entre abril de 2005 e setembro de 2006 em cinco hospitais da área metropolitana do Porto – Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, Hospital Pedro Hispano, Hospital Geral de Santo António, Hospital de S. João e a Maternidade Júlio Dinis – foi avaliado aos 6, 15 e 24 meses (um subgrupo de participantes) e aos 4 e 7 anos de idade (totalidade dos participantes).

Segundo Henrique Barros, Presidente do ISPUP e coordenador da Geração 21, “as famílias Geração 21 vivem a possibilidade de contribuir para que, em conjunto, sejamos capazes de pensar novas hipóteses para os problemas de saúde, identificar as novas ameaças e compreender como a gravidez e os primeiros anos de vida vão influenciar o desenvolvimento e a saúde durante a adolescência e a idade adulta”.

Este estudo possibilita o acompanhamento da saúde infantil e dos fatores que a influenciam – sejam sociais, comportamentais, organizacionais ou biológicos. Com esta avaliação contínua do crescimento e da saúde das crianças portuguesas pretende-se que, no futuro, seja possível fortalecer o planeamento de estratégias de intervenção em saúde pública.

“Como há muito todos reconhecemos, as viagens – e a vida é uma grande viagem – preparam-se ainda antes de partir. E é essa viagem de uma vida saudável que queremos partilhar. E o caminho que estamos juntos a seguir é único e extraordinariamente desafiante”, acrescenta Henrique Barros.