Farmácia em debate na despedida da Homenagem a Aníbal Cunha

Exposição dedicada a Aníbal Cunha despede-se da Reitoria meia ano depois da inauguração.

Alguns dos mais importantes nomes da área da Farmácia em Portugal vão passar na próxima quinta-feira, 13 de dezembro, pela Reitoria da Universidade do Porto, para participar numa mesa redonda sobre “Os Farmacêuticos no Sistema de Saúde”, evento que marca o encerramento da “Homenagem a uma Figura Eminente da U. Porto: Aníbal Cunha”.

Com início marcado para as 18h00, no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto (Praça Gomes Teixeira), a sessão contará com a presença de Maurício Barbosa, professor da Faculdade de Farmácia da U.Porto e atual bastonário da Ordem dos Farmacêuticos. O painel de convidados inclui ainda os nomes de Alberto Caldas Afonso (professor da Faculdade de Medicina da U.Porto e conselheiro da Ordem dos Médicos), João Silveira (farmacêutico comunitário, ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos) e Carvalho Guerra (professor jubilado da FFUP, ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos).

O encerramento da “Homenagem a Uma Figura Eminente da U.Porto 2012: Aníbal Cunha” coincide também com o fecho da exposição – “A Farmácia ao longo dos Séculos” – que a Universidade dedicou, nos últimos meses, à figura do ilustre farmacêutico,  nome maior do ensino da Farmácia no Porto nas primeiras décadas do século XX. Inaugurada no passado dia 28 de junho, esta mostra revisita a vida e a obra de Aníbal Cunha e a história do ensino farmacêutico em Portugal no átrio de Química da Reitoria.

Comissariada por Carlos Afonso, “A Farmácia ao longo dos Séculos” apresenta mais de três dezenas de objetos que acompanham tanto a história de Aníbal Cunha, como a própria história da Farmácia. Entre eles incluem-se instrumentos de trabalho, como encapsuladores em bronze e alambiques de ferro ou curiosidades como o diploma do curso de Medicina de Sir Arthur Conan Doyle, “pai” de Sherlock Holmes. Em exposição, estão ainda objetos que marcaram o rumo das ciências no século XX: uma das placas de Petri em que Fleming descobriu a penicilina ou uma cópia assinada de “Molecular Structure of Nucleic Acids: A Structure for Deoxyribose Nucleic Acid”.