Projeto FEUP no “Top 10” dos E-Learning Excellence Awards 2015

as2_300_200A questão da integração dos estudantes no Ensino Superior tem vindo a ganhar importância nos últimos anos, sobretudo devido ao aumento do abandono escolar e das dificuldades resultantes da conjuntura económica que assolou as nossas sociedades. Atenta a este fenómeno e à semelhança do que acontece com outras instituições estrangeiras, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) criou em 2005/2006 uma Unidade Curricular que valoriza a componente das soft skills dos estudantes que todos os anos ingressam nos cursos de engenharia da U.Porto.

Denominada “Projeto FEUP”, esta Unidade Curricular consiste numa série de atividades que têm por objetivo promover a integração, divulgar os serviços existentes na faculdade, facilitar as aprendizagens e fornecer ferramentas não técnicas e transversais a todas as engenharias mas que se revestem de uma importância grande para o início do ciclo de estudos na FEUP.

O projeto tem vindo a ser noticiado e distinguido, não só a nível da U.Porto (com o Prémio de Excelência Pedagógica 2015) mas também, e mais recentemente, a nível internacional. Em novembro de 2015, um caso de estudo relacionado com o Projeto FEUP ficou entre os 10 melhores nos “E-Learning Excellence Awards 2015”. Além de Armando Sousa e Manuel Firmino, professores da FEUP, o trabalho apresentado envolveu também o docente convidado Luciano Moreira e ainda Cristina Lopes e Teresa Ramos, do Serviço de Documentação e Informação (SDI) da FEUP.

“Houve cerca de 60 candidaturas iniciais e foram aceites cerca de 50 artigos (casos de estudo) completos. Apenas como exemplo, um dos lugares do “pódium” tem a ver com um projeto que pretende ensinar matemática a crianças do Sudão, que não sabem ler ou escrever, por intermédio de jogos para tablet, sem aulas clássicas”, esclarece Armando Sousa, um dos coordenadores do Projeto FEUP. Ter ficado colocado nos 10 projetos finalistas “continua a provar qualidade e reconhecimento internacional”, acrescenta o professor da Faculdade de Engenharia.

Recorde-se que o Projeto FEUP recebe todos os anos cerca de 1000 estudantes, num esforço de arranque de ano letivo que envolve 50 monitores, 50 supervisores, 10 formadores e 9 coordenadores dos cursos. A estratégia pedagógica tem vindo a ajustar-se em função das dificuldades encontradas mas também a aperfeiçoar-se pois constitui-se como uma experiência desafiante para todos os envolvidos.

  • Hipólito

    O Projecto Feup é, sem sombra de dúvidas, a unidade curricular da Faculdade de Engenharia que menos valências fornece a quem a frequente, se alguma.

    É uma tristeza completa ter visto a unidade curricular Projecto Feup nascer e, após estes anos todos, nunca ter havido uma reformulação geral, pensada e fundamentada.

    Notícia fraca com bastante marketing gratuíto, está ao nível das aparições das diversas marcas nas telenovelas portuguesas.

    Não recomendo.

  • José Freitas

    Dia 1 de Abril? Creio que já vai um pouco tarde..

    UP: Deixem-se de prémios e reconhecimentos e foquem-se naquilo que é verdadeiramente importante. Em toda a UP, especialmente na FEUP, a maior parte dos docentes nem português sabe escrever, vivem com o síndrome do Powerpoint (quantos mais slides lerem nas aulas, melhor) e espetam aos alunos nada mais do que uns míseros meios de aprendizagem.

    Se Projeto FEUP ensina assim tanto como está escrito nesta notícia então quem devia fazer a Unidade Curricular seria todo o corpo docente da Faculdade e não os estudantes.

  • Fernando Remião

    Quero felicitar a equipa do Projeto FEUP por este reconhecimento internacional. Este projeto é um esforço que vai ao encontro das melhores práticas, nas universidades de referência, de integração dos estudantes e combate ao insucesso escolar no Ensino Superior.

    Como exemplo desta preocupação, partilho dois números recentes da revista “Nature” dedicados à exigência de inovação dos modelos educativos:
    -“Building de 21st Century Scientist: why science education is more important than ever“, Nature, volume 523, nº 7560, 16 de julho de 2015
    -“The University Experiment“, Nature, volume 514, nº 7522, 16 de outubro de 2014

    Destaco, ainda, o editorial da revista Nature de 16 de julho 2015, intitulado:
    “The world can no longer afford to support learning systems in which only the most capable students can thrive.”

    onde se pode ler:
    “Implementing such changes will not be easy — and many academics may question whether they are even necessary. Lecture-based education has been successful for hundreds of years, after all, and — almost by definition — today’s university instructors are the people who thrived on it. But change is essential. The standard system also threw away far too many students who did not thrive. In an era when more of us now work with our heads, rather than our hands, the world can no longer afford to support poor learning systems that allow too few people to achieve their goals.”