A U.Porto também correu pela cura das lesões da espinal medula

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Os membros do grupo de corrida UPRunning participaram nesta prova que contou com o apoio da U.Porto.

Em 34 cidades dos seis continentes, 130.732 pessoas correram ontem, dia 8 de maio, em direção à cura para as lesões na espinal medula na Wings for Life Run. Mais de 3.000 partiram do Porto, onde decorreu a etapa portuguesa desta corrida global organizada pela Wings for Life Foundation com o propósito de angariar fundos para a investigação científica sobre a espinal medula.

A Universidade do Porto foi um dos parceiros oficiais desta corrida, contando com a participação de vários membros da comunidade académica, que tiveram direito a um desconto especial nos custos de inscrição na corrida. O recém-criado grupo de corrida UPRunning aproveitou a ocasião para fazer a sua estreia em provas.

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A partida da etapa portuguesa da Wings for Life Run realizou-se na Avenida da Boavista, junto à Casa da Música.

Os instrutores do Centro de Desporto da U.Porto (CDUP-UP) foram os responsáveis pelos exercícios de aquecimento coletivo dos 3.000 atletas que se juntaram junto à Casa da Música para dar início a uma corrida que, para além de ser a única que se realiza simultaneamente em todo o globo, tem a particularidade de não meta fixa.

Na corrida que tem por mote “corre pelos que não o podem fazer”, o objetivo é percorrer o maior número de quilómetros antes de ser apanhado pelo carro meta que faz o mesmo percurso dos atletas. Em Portugal, os atletas seguem por um percurso costeiro que, depois do Porto, passa pelos municípios de Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Espinho, Ovar, Murtosa e Aveiro.

Esta edição foi uma edição de recordes, com os vencedores feminino e masculino a estabelecerem um novo máximo de distância percorrida: Vera Nunes percorreu 58,86 quilómetros e António Sousa conseguiu completar 69,40 quilómetros antes de ser apanhado pelo carro meta.

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António Sousa foi o vencedor absoluto da etapa portuguesa, com um novo recorde de 69,40 Km percorridos

Estes resultados, conjugados com as prestações de atletas portuguesas noutras cidades, permitiram que Portugal se fixasse no 7.º lugar do ranking global da Wing For Life Run 2016. A vitória global desta terceira edição coube ao italiano Giorgio Calcaterra, que estabeleceu um novo recorde absoluto de 88,44 km. No setor feminino, foi a japonesa Kaori Yoshida a estabelecer a melhor marca global, depois de correr 65,71 quilómetros.

No total, a iniciativa angariou este ano 6,6 milhões de euros, totalmente destinados à investigação da cura para as lesões da espinal medula. A corrida do próximo ano já tem data marcada – 7 de maio – e as inscrições encontram-se já abertas em www.wingsforlifeworldrun.com.