Alexandre Quintanilha integra conselho científico da Comissão Europeia

Investigador da U.Porto vai ajudar a definir novas políticas que permitam promover uma maior aproximação entre indústria e universidades.

Alexandre Quintanilha, professor catedrático do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) acaba de ser anunciado como um dos quinze membros do novo Conselho Consultivo de Ciência e Tecnologia, órgão informal criado pela Comissão Europeia (CE) para refletir sobre os desafios da investigação científica e de que modo esta poderá contribuir para o futuro da Europa.

Em nota enviada à imprensa para a apresentação deste novo órgão, José Manuel Durão Barroso revelou que este Conselho servirá para aconselhar o presidente da CE, acrescentando que a “ciência e a inovação são impulsionadores chave para a competitividade europeia, o crescimento económico e a criação de novos postos de trabalho”. O Conselho Consultivo para a Ciência e Tecnologia terá ainda como tarefa aconselhar como promover uma maior aproximação entre indústria e universidades e apoio na definição de estratégias para divulgar as iniciativas europeias nesta área junto da sociedade civil.

O Conselho Consultivo é independente e informal, composto por peritos destacados nas áreas de ciência e tecnologia, das universidades, empresas e sociedade civil, cobrindo um vasto leque de áreas científicas. Os seus membros foram escolhidos pelo presidente da CE, em conjunto com Anne Glover, a conselheira do presidente para a Ciência.

Alexandre Quintanilha é um dos mais reputados cientistas portugueses a nível internacional. É professor catedrático do ICBAS, elemento do Conselho Geral da Fundação da Universidade do Porto e, durante mais de 16 anos, esteve à frente do Instituto de Biologia Molecular e Celular da U.Porto (IBMC). Antes de ter adoptado Portugal para viver, desenvolveu a sua atividade académica na Universidade de Berkley, nos Estados Unidos. Licenciou-se e doutorou-se em em Física Teórica, mas depois concentrou o seu trabalho na área da Biologia.