U.Porto não altera valor da propina no próximo ano letivo

Propina do 1.º Ciclo na Universidade do Porto vai manter-se inalterada pelo terceiro ano consecutivo.

A propina das licenciaturas e mestrados integrados da Universidade do Porto irá manter-se, no ano letivo 2014/15, nos 999 euros anuais.

O Conselho Geral da U.Porto decidiu não alterar o valor da propina por “recusar projetar sobre os estudantes o custo das propinas o ónus de cortes que foram impostos às Universidades”, de acordo com o comunicado emitido após a decisão.

Apesar de consciente das “dificuldades crescentes, no plano económico e financeiro, que atravessam as universidades portuguesas, incluindo a Universidade do Porto”, o Conselho Geral teve em conta o facto da instituição estar “sediada numa região do país com graves problemas sociais em que o desemprego, a quebra do rendimento das pessoas e outros custos sobre os estudantes e suas famílias têm particular gravidade”, acrescenta o comunicado.

Na opinião dos membros do Conselho Geral da U.Porto, é fundamental que o maior número de pessoas possível possa ter acesso ao ensino universitário, tendo em conta o seu papel na mobilidade social, através do saber e da qualificação dos seus estudantes.

Paralelamente à fixação do valor da propina, os membros do Conselho Geral votaram ainda a realização de um estudo sobre o peso da situação económica e social dos estudantes e suas famílias no abandono da universidade, bem como uma revisão da eficácia dos apoios sociais concedidos pela U.Porto.

Recorde-se que o valor legal máximo fixado para as propinas das universidades portuguesas no próximo ano letivo é de 1067 euros. Há três anos que a Universidade do Porto mantém o valor das suas propinas no patamar dos 999 euros.

  • Manuel Eduardo Correia

    Este é um grande erro que poderá começar a colocar em causa o regular funcionamento da Instituição. Mas mais grave do que congelar o valor das propinas do primeiro ciclo, foi impedir as direcções dos segundos ciclos de adequar as suas ofertas educativas às leis da oferta e da procura. Só a cegueira ideológica do actual Conselho Geral é que explica que se esteja a colocar a preço de saldo 2º ciclos orientados para profissionais em áreas que sendo muito valorizadas, acabam muitas vezes por ser pagos por grandes empresas, que querem valorizar o conhecimento dos seus colaboradores. Não faz sentido impedir o pagamento de 2x e de até 3x os valores das propinas quando estas vão ser pagas por grandes empresas (Glint, Critical, Pt, etc… ) e estas ainda por cima estão mais do que dispostas a pagar esses valores por essa formação.Com estas restrições ideológicas uma formação prolongada com o prestigio da UP, acaba no final por custar o mesmo que os cursos de 2-3 dias que essas mesmas empresas estão dispostas a pagar aos seus colaboradores quando eles necessitam de alguma certificação. Só uma ortodoxia politica cega, totalmente desfasada com a realidade, é que explica a desvalorização selvagem actualmente em curso dos principais produtos Premium que são produzidos pela UP, os segundos ciclos orientados aos Profissionais.