Obra de Mozart revisitada na Faculdade de Engenharia

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Concerto ‘Visitação à Ópera de Mozart’ dá o arranque para a Temporada 2016 do ciclo “Música com a Caixa na Universidade” (foto: Ana Limão)

O Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) recebe no próximo dia 5 de março, às 21h30, o concerto ‘Visitação à Ópera de Mozart’ pela Orquestra do Norte. Este espetáculo marca o arranque da Temporada 2016 do ciclo ‘Música com a Caixa na Universidade’, iniciativa promovida pela Orquestra do Norte numa parceria com o Comissariado Cultural da FEUP, que conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Ana Maria Pinto (soprano) e Luís Rodrigues (barítono) são os solistas convidados num concerto que integra no seu programa uma visitação à ópera de Mozart. A Orquestra do Norte, que conta com a sua direção do maestro titular José Ferreira Lobo, associa-se então ao Comissariado Cultural da FEUP, que, com o apoio da CGD, abre ao público a possibilidade de conhecer melhor um património musical e vocal que consegue sempre surpreender e encantar os ouvintes. Surgem em palco solos e duetos que combinam uma delicada paleta de emoções, do riso à lágrima, do amor ao rancor, da sedução ao engano, verdadeiramente imprescindíveis para a história da música.

Do programa constam obras como “Bodas de Fígaro: Abertura, Porgi Amor, Non Piu Andrai, Dei Vieni Non Tardar, Crudel Perché Finora”; “Flauta Mágica: Abertura, Duetto Papageno/Pamina”; “Cosi Fan Tutte:Abertura, Come Scoglio” e “D. Giovanni: Abertura, Finca dal Vino, Batti Batti, Madamina Il Catalogo è Questo”.

A entrada tem o custo de 5 euros para o público geral e de 2,5 euros para estudantes. Os bilhetes podem ser adquiridos no Infodesk (9h00-18h00) ou no dia do concerto na Loja FEUP/bilheteira, uma hora e meia antes do início do espetáculo.

Mais informações através do e-mail ccultur@fe.up.pt.

Sobre o Concerto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) estava já no auge das suas potencialidades criativas quando conheceu o libretista com que faria três das suas mais conhecidas óperas. Uma cumplicidade frutuosa, entre o compositor austríaco e o italiano Lorenzo da Ponte, cuja fama vinha já de muitas colaborações com outros conhecidos músicos. Em Viena, os dois conheceram-se e começaram um percurso comum na ópera Bodas de Fígaro, que se manteria em Cosi Fan Tutte e D. Giovanni. Fazendo surgir personagens que tanto tinham de cómicas como de dramáticas, conseguindo combinar numa mesma figura a diversidade de sentimentos que pode de alguma forma retratar a vida. Esta caraterística estava presente desde as primeiras criações do compositor, mas a técnica de construção musical ligada ao texto foi apurando até conseguir um recorte psicológico e um alcance dramático que a obra transmite de forma encantatória.

Mozart transforma deste modo a ópera italiana, dando-lhe uma dimensão inovadora e pessoal que continua a explorar na Flauta Mágica, uma das suas últimas obras. Nesta aborda o exoterismo e deixa fluir a fantasia para construir uma mensagem de defesa do iluminismo. Na luta entre o bem o mal são envolvidos Paganeno e Paganena, um dos casais do enredo, símbolos da humanidade e de um amor pelo qual vão lutar e que anunciam num dueto que é verdadeiramente um ícone musical. Desafio à altura de Ana Maria Pinto e Luís Rodrigues, intérpretes bem conhecidos no panorama operático atual e com uma longa lista de colaborações com a Orquestra do Norte.