FEUP lidera projeto europeu em energias renováveis

Investigadores vão conceber e testar três protótipos inovadores de sistemas de geração elétrica.

A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) lidera um projeto do 7º Programa Quadro da Comissão Europeia dedicado ao desenvolvimento e disseminação de tecnologias de geração de eletricidade usando fontes de energia renováveis. O projeto REnewable ELectricity COOPeration (REELCOOP)  terá em foco cinco áreas diferentes: eletricidade fotovoltaica, centrais solares de concentração, eletricidade solar térmica, biomassa e integração de eletricidade renovável na rede.

De acordo com o plano estratégico da União Europeia para a energia (SET-Plan), serão estudados e desenvolvidos sistemas de geração centralizada de eletricidade, assim como sistemas de geração distribuída (de pequena dimensão).

O projeto REELCOOP vai compreender a conceção, construção e teste de três protótipos de sistemas de geração elétrica, que incorporam inovações tecnológicas de relevo: um protótipo de um sistema elétrico fotovoltaico integrado num edifício, um protótipo de um sistema de micro-cogeração híbrido (solar térmico/biomassa) e um outro de uma mini central de concentração solar.

Para além da FEUP, são entidades parceira do projeto a Universidade de Reading (Reino Unido), o DLR (Alemanha), a Universidade de Évora (Portugal), o CIEMAT (Espanha), o ENIT (Tunísia), o IRESEN (Marrocos), a Universidade de Yasar (Turquia), o CDER (Argélia) e as empresas ONYX Solar (Espanha), MCG Solar (Portugal), Termocycle (Polónia), Soltigua (Itália), Zuccato Energia (Itália) e Advanced Energy Systems (Tunísia).

O projeto REELCOOP terá a duração de quatro anos, com início em setembro de 2013, e receberá uma contribuição financeira da Comissão Europeia superior a 5 milhões de euros. A FEUP será a entidade coordenadora, sob a responsabilidade científica do Armando Oliveira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (DEMec) da FEUP.

  • Alberto Santos

    Enquanto o netmetering não avançar em Portugal, não será possível termos uma massificação da produção via renováveis.