Estratégia de internacionalização da U.Porto premiada pela EAIE

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Maria de Fátima Marinho, Vice-Reitora para as Relações Exteriores e Cultura, com o prémio entregue no congresso anual da EAIE, este ano a decorrer em Liverpool (Reino Unido).

O mais importante galardão da European Association for International Education (EAIE) foi ontem entregue à Universidade do Porto. Coube à Vice-Reitora para as Relações Externas e Cultura, Maria de Fátima Marinho, a honra de receber o Institutional Award for Innovation in Internationalisation na cerimónia de prémios anual da EAIE, que se realizou em Liverpool (Reino Unido).

A Universidade do Porto vê assim ser reconhecida, pela maior associação do setor, a estratégia de promoção da internacionalização que tem levado a cabo nos últimos anos, em particular no que diz respeito à participação e coordenação de consórcios e projetos europeus de mobilidade internacional de estudantes, docentes e colaboradores.

No contexto de crise económica e financeira que se vive no país, agravado pelos cortes orçamentais às universidades públicas e consequente diminuição dos apoios à mobilidade internacional, a Universidade do Porto redefiniu a sua estratégia de internacionalização, passando a dar especial ênfase à obtenção de fontes de financiamento alternativas.

A atitude pró-ativa adotada pelo Serviço de Relações Internacionais nas candidaturas a programas comunitários de apoio ao Ensino e Formação – nomeadamente o Erasmus Mundus e o Erasmus+ – permitiu que a Universidade do Porto tomasse parte num número recorde de 72 parcerias internacionais que envolvem perto de um milhar de universidades dos cinco continentes, mais de 7600 mobilidades e um financiamento global de 165 milhões de euros.

Exemplo máximo desta atitude pró-ativa da instituição é o facto de a própria Universidade do Porto encabeçar a coordenação de 14 destes 72 consórcios de instituições de ensino superior, estando nas mãos da U.Porto a gestão direta de projetos no valor de 41 milhões de euros.

Desta forma, e apesar da crise económica e financeira do país, a Universidade do Porto conseguiu reforçar e ampliar a sua visibilidade internacional ao diversificar as suas fontes de financiamento para o processo de internacionalização.

Mas mais importante ainda, ao fazer parte destes consórcios internacionais, a Universidade do Porto garantiu a entrada automática numa rede de quase 1000 universidades de todas as regiões do planeta, incluindo os países do ACP (África, Caribe e Pacífico) e a Ásia, onde a Universidade não possuía tradição de cooperação internacional.

Na verdade, a abertura a novos mercados é um dos pilares da atual estratégia de internacionalização da Universidade do Porto. Para além da participação em consórcios, a instituição tem apostado no estabelecimento de acordos de cooperação bilateral com universidades de países onde a U.Porto não tem tido presença significativa de cooperação.

Nas inúmeras missões internacionais que realizou nos últimos dois anos, a Vice-Reitora para as Relações Externas e Cultura, Maria de Fátima Marinho, teve a oportunidade de assinar 37 novos acordos de cooperação em 15 países diferentes, como a Austrália, a China, os EUA, a Índia, a Rússia e a África do Sul – onde a Universidade do Porto estabeleceu o primeiro acordo de cooperação entre instituições portuguesas e sul-africanas.

Todos estes esforços tiveram como resultado o aumento do número de estudantes internacionais que frequentam a Universidade do Porto. Só no ano letivo 2015/16, a universidade recebeu um número recorde de 3.607 estudantes e investigadores internacionais, de 167 nacionalidades diferentes. Inversamente, 1.250 estudantes da U.Porto tiveram a oportunidade de efetuar um período de mobilidade em 45 países estrangeiros.

Foram estes números que levaram a European Association for International Education a atribuir à Universidade do Porto o seu maior galardão, o Institutional Award for Innovation in Internationalisation, que anualmente distingue as instituições europeias de ensino superior mais ativamente empenhadas em estratégias inovadoras de internacionalização.