Administrador do INESC TEC e professor da FEUP nomeado Fellow do IEEE

abcd

João Peças Lopes vê reconhecido o seu contributo científico nos domínios das microredes e integração da energia eólica.

João Abel Peças Lopes, professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto FEUP) e Administrador do INESC TEC foi nomeado Fellow do IEEEInstitute of Electrical and Electronics Engineers, a mais alta distinção conferida pela comunidade científica e apenas a uma pequena percentagem dos membros do IEEE. A distinção, que será formalizada em janeiro, deve-se ao contributo do investigador portuense no domínios das microredes e integração da energia eólica.

“Estou naturalmente muito satisfeito com esta notícia. Este reconhecimento é quase como ser ordenado ‘cavaleiro’ de uma das sociedades científicas mais prestigiadas em todo o mundo”, afirma João Peças Lopes, que nos últimos anos tem estado à frente de projetos europeus na área da energia. “Não posso, no entanto, deixar de referir que uma quota-parte deste reconhecimento do IEEE resulta do privilégio que tive de liderar equipas de grande qualidade científica e humana e trabalhar em conjunto com colegas brilhantes ao longo destes últimos 25 anos”, conclui.

João Peças Lopes junta-se assim a outros cinco IEEE Fellows que estão associados ao INESC TEC (Vladimiro Miranda, José Carlos Príncipe, José Fortes, Gerald Sheblé e Armando Leite da Silva), reforçando o reconhecimento internacional da qualidade do trabalho científico e tecnológico desenvolvido em Portugal, em particular na Universidade do Porto e no INESC TEC, no qual convergem algumas das melhores escolas de engenharia do país.

O IEEE, com sede nos Estados Unidos, é a mais importante organização profissional e científica no mundo, dedicada às áreas gerais da engenharia eletrotécnica e de computação. O IEEE promove a inovação e excelência tecnológicas em benefício da sociedade, abrangendo 400 mil membros em 160 países. O total de membros selecionados para o grau de Fellow em cada ano não pode exceder 0,1% do número de membros com direito a voto na organização – ou seja, no limite só um em cada mil obtém, em cada ano, essa distinção.