U.Porto unida na discussão do futuro Centro de Riscos

CERUP já tem membros da maior parte das Faculdades da U.Porto

O CERUP já tem membros da maior parte das Faculdades da U.Porto.

Depois de uma reunião inaugural em abril, os  pivots do futuro CERUP – Centro de Riscos da Universidade do Porto voltaram a reunir-se no edifício da Reitoria, para estudar o formato e perspetivar as ações do futuro organismo da Universidade centrado na temática do risco.

Esta segunda reunião, que decorreu em finais de julho, contou com a presença de Jorge Gonçalves, vice-reitor da U.Porto para a I&D+i, que realçou a importância de centros como este serem autónomos e capazes de funcionar e sobreviver independentes das figuras de chefia da Universidade: “Pretende-se que haja, dentro do grupo, uma capacidade de se coordenar e ter bases de trabalho”, referiu. Indo de encontro à solução deste problema, os grupos de trabalho conversaram sobre como se vai organizar formalmente o CERUP, incluindo a escolha dos representantes das unidades orgânicas no conselho coordenador.

Os pivots do Centro de Riscos aproveitaram o encontro para percorrer o que já foi feito e quais os próximos passos a dar no que toca ao financiamento para o CERUP. Os grupos de trabalho já haviam sido constituídos na última reunião realizada na Faculdade de Belas Artes e, desta vez, os intervenientes puderam limar arestas no que toca à conclusão, já alcançada, sobre a importância em promover a cultura do risco nas universidades. Sugestões como criar sinergias com os centros de I&D, ou até mesmo promover o CERUP em eventos internos e externos à comunidade U.Porto foram registadas. Vários dos intervenientes destacaram ainda a necessidade de uma mudança de cultura nas instituições da Universidade, por forma a ativar ainda mais a consciência de docentes, investigadores e estudantes  no tema do risco.

Para António Campos e Matos, responsável pelo CERUP, “as pessoas juntaram-se a este grupo por razões estratégicas, formando um conjunto de indivíduos bastante heterogéneo”. O professor referiu ainda que existem áreas como a economia e gestão de empresas, direito ou psicologia que são necessárias em todos os subtemas do risco, sugerindo que os membros do CERUP que se incluam nestas áreas possam ser uma espécie de “advisers” de todos os grupos de trabalho do Centro de Riscos.

Houve ainda tempo para a apresentação de novos pivots do CERUP, deixando no ar a abertura do Centro às contribuições da comunidade U.Porto em geral. Estas serão sempre bem-vindas no seio dos grupos de trabalho formados, para que a consciência da temática do risco continue a estar presente em todas as unidades orgânicas. A próxima reunião do Centro de Riscos irá realizar-se em setembro.