O “Barbeiro de Sevilha” teve casa cheia em Vila do Conde

Teatro Municipal de Vila do Conde

O espetáculo marcou a estreia da ópera no Teatro Municipal de Vila do Conde. (Foto: DR)

Foi um Teatro Municipal de Vila Conde com casa cheia aquele que recebeu este sábado o “Barbeiro de Sevilha”, espetáculo que assinalou a estreia do Ciclo de Ópera nas Universidades do Norte, uma iniciativa promovida pela Associação de Amigos da Orquestra do Norte (AAON) em parceria com as Universidades do Porto, do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A dar vida aos dois atos da ópera mais famosa do italiano Gioachino Rossini esteve a música da Orquestra do Norte, que contou com a direção musical do maestro José Ferreira Lobo e direção cénica de Paulo Lapa. Na pele de personagens inesquecíveis como Fígaro, o Conde de Almaviva, Dr. Bártolo, Rosina ou D. Basílio estiveram Luís Rodrigues (barítono), Fernando Guimarães (tenor), Pedro Telles (barítono), Liliana de Sousa (meio soprano), entre outros solistas portugueses, muitos dos quais já bem implantados no panorama internacional.

Este foi de resto um evento especial, ou não fosse o primeiro espetáculo de ópera a realizar-se no Teatro Municipal de Vila do Conde. Na plateia estiveram personalidades como o Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, a Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Elisa Ferraz, o Presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, e vários membros da equipa reitoral da U.Porto.

Desenhar e produzir uma programação operática que chegue aos públicos portugueses de forma mais abrangente e mais próxima foi então o desafio que juntou a AAON às três universidades públicas do norte do país. Um objetivo que ganha corpo através de um ciclo que, após uma primeira apresentação em Vila do Conde, pretende agora envolver toda a região Norte do país.

Baseada na primeira peça da trilogia dedicada a Fígaro pelo dramaturgo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, o “Barbeiro de Sevilha” estreou pela primeira vez no Teatro Argentina, em Roma, a 20 de fevereiro de 1816. Embora não tivesse merecido inicialmente a unanimidade da crítica, a obra, cujo efeito cómico é servido por uma brilhante construção musical e árias que rapidamente se transformaram em ícones, passou rapidamente a ser interpretada nos maiores palcos mundiais de ópera, pelas mais reputadas companhias e cantores deste género musical.