Laborial quer vir colher soluções à Universidade do Porto

Investigadores da U.Porto e representantes da Laborial discutiram possíveis colaborações futuras.

Um verdadeiro “turbilhão de ideias” para potenciar a inovação na Laborial foi o resultado da sessão A2B (Academia to Business) que, no passado dia 9 de outubro, levou mais de uma dezena de investigadores da Universidade do Porto e Institutos Associados àquela empresa, sediada na Maia.

Criada em 1998, a Laborial dedica-se à produção de equipamento para laboratórios, tais como bancadas, hottes de química ou até mesmo, à oferta de soluções integradas em todo o tipo de laboratórios. Assumindo-se como uma empresa não muito grande, a Laborial não hesitou em aceitar esta visita da Universidade do Porto e Institutos Associados, na qual surgiram inúmeras possibilidades para responder aos desafios atuais da empresa.

Logo de manhã, José Branco, administrador da Laborial, recebeu os participantes na sede, dizendo-se “muito orgulhoso por receber uma contribuição pioneira”. Depois de uma breve visita guiada às instalações da empresa , as ideias já começavam a fervilhar na cabeça dos visitantes e a partilha começou logo quando a Diretora de Marketing da empresa, Tânia Fernandes, apresentou os problemas identificados.

Ana Cristina Freire, professora da Faculdade de Ciências (FCUP), deu o seu contributo ao identificar alguns problemas que os investigadores enfrentam ao trabalhar nesse tipo de infraestruturas, sugerindo à Laborial que se comece a pensar, por exemplo, em construir bancadas com revestimento próprio para que os vidros aí manuseados não quebrem tão facilmente.

Os desafios colocados à U.Porto passaram ainda pela limpeza e desinfeção das superfícies de trabalho, resistência química, manutenção simplificada, sistemas de detecção de problemas, sensores de movimento, optimização dos caudais de escoamento nas hottes de química, etc. Todas as áreas foram bem recebidas pelos investigadores da FEUP, FCUP, INESC TEC e INEGI, que pareciam ter sempre projetos para atender às necessidades da Laborial ou, no mínimo, ideias que seriam facilmente colocadas em prática.

Em suma, tanto os investigadores como a Laborial construíram um diálogo de colaboração recíproca, que terminou com a promessa de se virem a realizar brevemente reuniões focadas em soluções concretas para cada área de atuação identificada. Como referiu Alexandra Xavier (INESC TEC), “nem todo o conhecimento da U.Porto está preparado para seguir diretamente para as empresas”, pelo que este tipo de reuniões é muito importante para se conseguir perceber por um lado o que se precisa e, pelo outro, o que se pode oferecer.

Tudo isso foi estimulado, logo no início do encontro, por Carlos Brito, pró-reitor da U.Porto para a Inovação e Empreendedorismo, ao lembrar que a terceira missão da U.Porto passa por “contribuir para a valorização económica e social do conhecimento gerado”. Um repto abraçado por José Branco, representante da Labotial, que destacou que a empresa, mais do que bens e serviços, fornece soluções. “Para conseguirmos continuar, essa filosofia a U.Porto tem de ser um dos pilares da nossa gestão de inovação. Tem de ser o sítio onde vamos colher muita coisa”, concluiu.