Cientistas debatem os “Futuros e Desafios na Ciência” no Ipatimup

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Novo livro de Maria de Sousa revisita as histórias de quem fez a História da Ciência e investigação científica em Portugal.

O que se pode esperar do futuro da investigação biomédica em Portugal? Como é que essa visão pode assegurar a evolução da estrutura de financiamento e também o emprego dos investigadores? Estas são as duas questões que, a partir das 14h15 desta terça-feira, 30 de setembro, vão levar ao Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) várias figuras da ciência nacional para participar numa sessão de conferências e debate que terão como mote o lançamento do livro “Meu dito, meu escrito”, da autoria da investigadora Maria de Sousa.

Com o título “Futuros e Desafios na Ciência: Ouvir os novos com ouvidos cansados. Ou um encontro de velhos e novos sangues para a continuidade da estrutura de um país científico”, a sessão vai reunir à mesma mesa um painel de personalidades de relevo da área científica em Portugal.

Além de Maria de Sousa, estarão presentes Manuel Sobrinho Simões (Ipatimup), Albino Maia (Fundação Champalimaud), Carla Oliveira (Ipatimup), Luisa Pereira (Ipatimup), João Relvas (IBMC.INEB), Bruno Silva Santos (Instituto de Medicina Molecular), Miguel Soares (Instituto Gulbenkian de Ciência), Luís Portela (BIAL), Nuno Azevedo (Sonae), Sebastião Feyo de Azevedo e José Marques dos Santos, atual e antigo reitores da Universidade do Porto.

Em “Meu dito, meu escrito”, Maria de Sousa aborda as histórias de homens e mulheres que fizeram a História da Ciência e investigação científica realizada por portugueses, dentro e fora de Portugal. Pretende-se desta forma levar o leitor a conhecer, através dos percursos individuais dos investigadores – muitos dos quais de séculos passados -, uma história pouco conhecida do público, sobretudo no campo da biomedicina.

A sessão vai decorrer entre as 14h15 e as 19h00 (consultar programa completo). A entrada é livre.

  • mário silva

    Os interesses comerciais de uma organização empresarial são incompatíveis com os interesses sociais e culturais, porque a obtenção de lucro se sobrepõe ao bem-estar humano. A investigação supervisionada pela organização empresarial seleciona as temáticas de estudo de acordo com o tamanho do consumidor-alvo, e portanto, determinadas áreas que afetam uma quantidade de pessoas mais pequena, não é comercialmente rentável, ignorando-se que essas pessoas são agentes possam continuar a ter uma qualidade de vida inferior. Neste contexto, tem de ser o Estado a assegurar a manutenção dos direitos básicos dos seus cidadãos, porque deve ser movido por valores civilizacionais e não comerciais.