Projeto português vence a maior competição de ideias amigas do ambiente

A equipa do eCO2Blocks recebeu um prémio no valor de 15 mil euros. (Foto:DR)

O projeto português eCO2blocks venceu a final internacional do ClimateLaunchpad, a maior competição de ideias de negócio amigas do ambiente, que em Portugal é promovida pelo UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. A tecnologia vencedora pretende criar blocos para a construção civil com resíduos industriais, dióxido de carbono e água não potável.

A solução apresentada pela eCO2blocks reduz a utilização de recursos naturais, tem um processo de fabrico 10 vezes mais rápido e 45% mais barato relativamente à opção tradicional com cimento. A ideia, que resulta de um projeto de investigação da Universidade da Beira Interior, foi distinguida com o galardão “Sustainable Production Systems” no valor de cinco mil euros e foi a grande vencedora do ClimateLaunchpad, o que lhe valeu a entrada direta para o programa de aceleração do Climate KIC e um prémio monetário de 10 mil euros.

“Queremos tornar a indústria da construção civil mais sustentável e competitiva ao introduzir tecnologias que possibilitem produzir materiais de construção sem impacto no meio ambiente e com custos de produção reduzidos. E este prémio é um reconhecimento de que estamos no bom caminho e a nossa ideia de negócio tem bastante potencial. A curto prazo queremos finalizar os protótipos e iniciar a produção piloto dos blocos.” afirma Pedro Humbert, promotor do projeto.

O ClimateLaunchpad, uma iniciativa da Comissão Europeia, distingue ideias de negócio cleantech – relacionadas com energias renováveis, eficiência energética, agricultura, água, transportes e tecnologia industrial. Em Portugal, esta iniciativa internacional é promovida pelo UPTEC e pela SPI – Sociedade Portuguesa de Inovação.

Os prémios foram atribuídos na final internacional que decorreu no dia 2 de novembro, na Escócia. A representar Portugal estiveram, ainda, a CyanoCare, um polímero produzido por uma cianobactéria marinha aplicado a produtos cosméticos, e Spawnfoam, um recipiente moldável que pretende substituir as embalagens de plástico.