Olga Afonso

A Olga Afonso não faltam histórias para contar. Publicar na revista Science? Feito. Viajar por meia Europa? Feito. E a última não fica atrás. Aos 30 anos, a cientista do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e estudante do Programa Doutoral em Biomedicina da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP) foi a única investigadora europeia entre os dez finalistas do ASCB Kaluza Prize, galardão atribuído pela prestigiada American Society for Cell Biology (ASCB) aos melhores estudantes de Doutoramento do mundo nos campos da biologia celular e das ciências biológicas básicas.

Natural de Vila Nova Cerveira, Olga Afonso licenciou-se em Bioquímica pela U.Porto (curso lecionado pela faculdade de Ciências, em colaboração  com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar) em 2008. No mesmo ano, o desejo de “fazer uma carreira na investigação” leva-a ao IBMC, onde rapidamente descobre o universo da divisão celular. Primeiro na equipa de Cláudio Sunkel, atual diretor do instituto. E desde 2011, no grupo de Hélder Maiato, onde participou, no âmbito do  doutoramento, numa descoberta – destacada pela Science – que promete “revolucionar o conhecimento sobre a vida e como ela se transmite”. Tudo porque demonstra que a região central das células em divisão é capaz de medir a posição dos cromossomas, estabelecendo assim um novo paradigma no controlo da divisão celular.

A divisão celular promete, de resto, ser o foco do trabalho da investigadora da U.Porto nos próximos tempos. Mas essa é apenas uma das histórias que Olga ainda tem por contar… A volta ao mundo que está por fazer. A descoberta da cura de uma doença que está por realizar. A todos os desafios, responde com uma convicção: “Deixar o mundo sempre melhor do que o encontraste!”.

– Idade?

30 anos.

– Naturalidade?

Vila Nova Cerveira.

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

Gosto da exigência no ensino.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da papelada e burocracia.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Talvez um congresso anual em que fossem apresentados os trabalhos das várias áreas de investigação da Universidade aumentasse e facilitasse o intercâmbio entre essas mesmas áreas.

– Como prefere passar os tempos livres?

O fim de semana é normalmente passado em Vila Nova de Ceveira com a familia, os amigos e o nosso agrupamento de escuteiros! Mas ainda sobra alguma tempo para ouvir música, passear, ir ao cinema e viajar sempre que possível!

– Um livro preferido?

Confesso que não costumo ler muito, sou mais de cinema..

– Um disco/músico preferido?

Coldplay e Beirut!

– Um prato preferido?

Comida portuguesa no geral.

– Um filme preferido?

Tenho muitos, mas o último que fui ver e gostei foi “The secret life of Walter Mitty”, pois é quando arriscamos e saimos da nossa zona de conforto que o inesperado pode acontecer.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Dar a volta ao mundo!

– Um objetivo de vida?

Deixar o mundo sempre melhor do que o encontraste!

– Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

Todos com quem convivo diariamente são inspiração!

– Uma ideia para aumentar a visibilidade da investigação portuguesa no exterior?

Acho que o primeiro passo tem que ser dado cá dentro, porque lá fora somos bastante bem reconhecidos!

– A descoberta científica dos seus sonhos?

Essa é dificil…no meu caso acho que sempre que é descoberto algo novo já estou a realizar um sonho! Afinal de contas foi para isso que escolhi a investigação. Se  puder, com a minha investigação, ajudar na cura de uma doença ficaria ainda mais realizada!