Diana Carvalho

Quando não está às voltas com as experiências no atelier ou a pôr a leitura em dia, Diana Carvalho tem um plano definido. “Sempre que posso, passear, viajar, deambular”, diz. Há muito que se habituou a fazê-lo. Natural de Lisboa (1986), mudou-se em 2005 para o Porto para estudar Pintura na Faculdade de Belas Artes. Ainda na licenciatura, que terminou em 2009, passou pela Hochschule für Bildende Künste Dresden, na Alemanha, ao abrigo do programa Erasmus. Em 2011, já no mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP, partiu para o Brasil, para frequentar um semestre na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ao abrigo da bolsa Santander. Foi nesse período que desenvolveu um dos cinco projetos vencedores da edição 2012 do Prémio BES Revelação, um dos mais importantes prémios nacionais destinados a novos talentos artísticos.

O currículo de Diana Carvalho não se fica, contudo, por aí. Com uma obra multifacetada, onde a pintura se cruza com áreas como a fotografia ou a instalação,  tem vindo a participar, desde 2006, em exposições e projetos coletivos, como a co-coordenação da Galeria Jup (2009) e a co-coordenação da Galeria Painel no edifício do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (2010-2012). Desde 2011, desenvolve também o projeto “Senhora do Lago”, “uma editora de livro de artista, que funciona por colaboração de outros artistas e auto produção”.

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

De alguns professores e colegas que conheci na Faculdade de Belas Artes. Da mobilidade que se pode fazer entre outras faculdades, na Europa e na América do Sul. Poder estudar fora, mas também contactar cá com os alunos estrangeiros foi uma experiência enriquecedora durante o meu período de estudos.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Do Processo de Bolonha.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Uma livraria especializada nas várias áreas académicas que a Universidade abrange.

– Como prefere passar os tempos livres?

Geralmente os tempos livres acabam por se transformar em tempo de trabalho também. Costumo ir ao cinema ou ver filmes, que não passam pelo Porto, em casa. Aproveito para pôr a leitura em dia. Acabo sempre por utilizar o espaço de casa como atelier também, como espaço para fazer experiências. Sempre que posso, passear, viajar, deambular.

– Um livro preferido?

O Dicionário.

– Um disco/músico preferido?

Uma música que gosto muito, porque nunca me sinto cansada se a repetir: “So real” de Jeff Buckley.

– Um prato preferido?

Arroz de pato.

– Um filme preferido?

Se nomear o preferido, creio estar a ser injusta com vários. Por isso, os que ultimamente tenho gostado mais: “Canino” de Giorgios Lanthimos, “Tabu” de Miguel Gomes, “Isto não é um filme” de Jafar Panahi.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Por realizar, as praias do norte da Alemanha, pelo que me contaram sobre as marés.

– Um objetivo de vida?

Superar sempre as expectativas.

– Uma inspiração?

Ver aqueles que me rodeiam a viver e a trabalhar com animo e alegria, isso inspira. A paisagem e a viagem de carro.

– Um desejo para a Arte produzida em Portugal?

Que seja valorizada em Portugal.