Mário Faria

Estudante da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Mário Faria capitaneou recentemente a equipa de Futebol 7 da U.Porto rumo ao seu primeiro título nacional universitário na modalidade. “Coisa pouca” se não tivesse acontecido apenas um ano depois de ter derrotado um Linfoma de Hodgkin, o que, aos 23 anos, faz do jovem de Barcelos um exemplo de luta e motivação para muitos estudantes e atletas.

Mário vive e respira futebol desde os 7 anos, idade em que iniciou o seu percurso de jogador nas camadas jovens do Gil Vicente FC, clube onde reina atualmente a equipa dos benjamins. O percurso desportivo esteve de resto quase sempre associado ao clube da terra, até ao primeiro ano como sénior (2013), ano em que passou a representar as cores da União Desportiva de Vila Chã (Esposende). O atleta passou ainda pelo Forjães SC, onde foi campeão da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga, pelo Santa Maria FC e pelo Roriz FC.

No ano passado, porém, Mário viu o seu percurso académico e desportivo interrompido quando lhe foi diagnosticado um Linfoma de Hodgkin. “Foram mais de seis meses de muita luta, algum sofrimento sempre amparado por um meio familiar e uma corrente de amigos fantástica e modéstia à parte, sempre com muito positivismo e vontade de vencer e viver”, afirma o capitão da U.Porto que, mesmo debilitado, acompanhou a equipa de Futebol de 7 da Universidade ao CNU 2016, onde cairia apenas na final.

Mas as boas notícias não tardaram a chegar. “Após seis longos meses de quimioterapia, chegou a notícia que tanto esperava e finalmente voltei à minha vida normal e a tudo o que gostava.”. Após ter vencido a doença, e apenas uma semana depois de terminar o último tratamento de quimioterapia, o estudante atleta regressou à competição, novamente no União Desportiva de Vila Chã, e aos estudos na FADEUP.

Este ano, já com a braçadeira de capitão, Mário liderou a U.Porto à conquista do primeiro título nacional universitário da instituição em Futebol 7 masculino. Pelo meio, está nomeado para melhor jogador da Pró-Nacional de Braga e está prestes a terminar a licenciatura em Ciências do Desporto.

“Hoje sou uma pessoa mais feliz, mais forte, mais resiliente, no fundo, sinto-me melhor pessoa em todos os sentidos e com uma vontade enorme de viver!”

Naturalidade? Barcelos
Idade? 23 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?

Na verdade gosto de quase tudo na nossa Universidade, desde o espírito positivo e empreendedor que a rodeia, ao reconhecimento que dão aos seus estudantes, tanto a nível desportivo como académico, naturalmente.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Não há nada que não goste particularmente, até porque passei dos melhores anos da minha (ainda curta) vida aqui a estudar.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Sinceramente não me ocorre nada de momento. Não será por acaso que somos das melhores universidades do país, embora haja sempre pontos a melhorar.

– Como prefere passar os tempos livres?

O facto de andar na Faculdade de Desporto não é um acaso de facto. Adoro fazer desporto e acompanhar várias modalidades desportivas. No entanto, há uma em particular sem a qual não consigo passar, o futebol. Adoro jogar e ver futebol. Também gosto de ir ao ginásio, passear, sair com amigos, praia e ouvir música.

– Um livro preferido?

Houve um livro, que pela altura em que o li e pela mensagem que passa me marcou muito. O livro é da autoria do nosso herói do Europeu de futebol Éder e da sua mental coach Susana Torres e chama-se “Vai correr tudo bem!”

– Um disco/músico preferido?

U2.

– Um prato preferido?

Francesinha.

– Um filme preferido?

Gosto da saga do “Senhor dos Anéis”, todos eles.

– Uma viagem de sonho?

Adorava conhecer o Brasil, adoro a cultura e “boa onda” que têm e claro, o futebol está em todo o lado!

– Um objetivo de vida?

São muitos! Mas acima de tudo procuro todos os dias dar o melhor de mim, ser sempre melhor, ser uma pessoa que se goste de ter por perto e viver cada dia como se fosse o último (sem clichés).

– Uma inspiração?

Os meus Pais sem dúvida, são incríveis!

– O projeto de vida…

Acima de tudo, ser feliz e fazer os outros felizes. O que mais queria era poder tornar o Mundo melhor, que as pessoas pudessem pensar mais nos outros ao invés de olharem apenas para o umbigo! Penso que se todos fizermos um pequeno esforço no nosso pequeno meio, aos poucos, podemos alterar o rumo e fazer realmente a diferença.

– Um desejo para o futebol?

Para o futebol federado o meu desejo passa por existir uma maior verdade desportiva que venha beneficiar, em tudo, este magnífico desporto. Para o futebol amador, gostava que houvesse uma maior atenção para os muitos talentos que lá pontificam e que certamente gostariam e têm condições para outros patamares.

  • Raykar Rocha

    Sim! Venha ao Brasil, Mário!😁😁😁