Flávia Machado

A gerontologia, a atividade física e a intervenção comunitária junto de populações particulares são paixões de sempre para Flávia Machado. Juntar o melhor destes mundos foi possível através do projeto “Mais Ativos Mais Vividos Alzheimer”, promovido pelo Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), que valeu a Flávia a conquista do Prémio Cidadania Ativa da U.Porto 2018, no domínio desportivo.

Natural da  Praia da Vitória, na ilha Terceira (Açores), Flávia Machado cumpriu todo o seu ensino pré-universitário na ilha a que chama casa, tendo de seguida optado pela licenciatura em Gerontologia na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro. A ideia sempre foi continuar os estudos, tendo a escolha recaido no Mestrado em Atividade Física e Terceira Idade da FADEUP, onde ingressou em 2015.

Foi já na FADEUP que Flávia teve a oportunidade de se envolver em variados projetos de responsabilidade social e extensão à comunidade, sempre com a ideia de estender este apoio a grupos sénior com demência. O programa “Mais Ativos Mais Vividos”, promovido pelo CIAFEL e com apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), proporcionou essa janela de oportunidade.

“Sem o apoio incondicional e trabalho desenvolvido pela Doutora Arnaldina Sampaio e Dra. Joana Meireles nada disto teria sido possível. Não posso deixar passar em claro o apoio da minha orientadora Professora Doutora Joana Carvalho e do meu co orientador Professor Doutor Óscar Ribeiro. Acima de tudo agradecer pela recetividade do CIAFEL e da Faculdade de Desporto pelas condições que me proporcionaram e pelas oportunidades que me deram para pôr em prática este projeto”, diz a estudante.

Após a conclusão do mestrado, Flávia prosseguiu para o Doutoramento em Atividade Física e Saúde, também na FADEUP, onde deu seguimento ao projeto “Mais Ativos Mais Vividos Alzheimer”, que faz parte integrante de um programa mais alargado de extensão comunitário que promove há mais de 20 anos o exercício físico junto da população idosa.

“Mais Ativos Mais Vividos Alzheimer” foca-se especificamente na prática do exercício físico e estilo de vida saudável para idosos diagnosticados com a doença de Alzheimer. Criar hábitos de vida e rotinas saudáveis de forma a atenuar a evolução da doença e degeneração dos idosos são apenas alguns dos objetivos do projeto. Os benefícios são múltiplos e causa não podia ser mais nobre. Flávia incorpora todas as caraterísticas que o projeto pretende transmitir.

Naturalidade? Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores

Idade? 24 anos

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

Gosto particularmente da abertura e recetividade que existe para promover projetos junto da comunidade e no apoio prestado ao desenvolvimento dos mesmos.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Honestamente, não vejo nenhum aspeto negativo que mereça grande relevância.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto? 

Uma ideia que me apela bastante é a criação de uma ciclovia que permitisse a ligação entre as diferentes faculdades e estruturas adjacentes da Universidade.

– Como prefere passar os tempos livres?

Sou uma particular amante de atividades ao ar livre. Sempre que posso procuro ter contacto com a natureza, estando o exercício físico sempre presente em tudo o que eu faço.

– Um livro preferido?

Li e tenho em grande consideração o livro de Valter Hugo Mãe intitulado “A máquina de fazer espanhóis”

– Um disco/músico preferido?

Gosto bastante de Norberto Lobo, em especial da música “Mudar de Bina”.

– Um prato preferido?

O meu prato preferido é polvo assado, mas sou fã de qualquer prato típico dos Açores.

– Um filme preferido?

“O Rapaz de pijama às riscas”, de John Boyne.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Eu tenho várias viagens de sonho. Sou uma amante de destinos orientais, tais como Tailândia ou Índia. No entanto, a Austrália e o Japão também estão na minha “bucket list”.

– Um objetivo de vida?

Aquilo que eu mais quero é criar impacto social através da minha profissão e daquilo que promovo.

– Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

As pessoas que mais me inspiram são os meus avós e os meus pais, que sempre foram a âncora e força em todos os momentos da minha vida.

– De onde vem a vontade de trabalhar com grupos sénior e a prática de exercício físico em particular?

Foram diversos os motivos que levaram a escolha deste percurso, de entre os quais acreditar no potencial do exercício físico não só no âmbito da saúde física mas também psicológica e social.

Trabalhar com idosos diagnosticados com demência irá permitir comprovar que o desporto é para todos, independentemente da idade e possíveis limitações físicas e cognitivas.

De relevância singular, trabalhar com estas populações possibilita a sua inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e a criação do espirito da comunidade