Universidade do Porto garante quase um terço dos contratos FCT de topo

Programa da FCT visa criar um quadro estável de investigadores de excelência em Portugal.

Li‐Wei Chao, investigador da Porto Business School, e Pedro AvelinoCarlos Martins e Nuno Santos, todos eles investigadores do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), acabam de ser distinguidos com contratos “Advanced Grant” de investigador FCT, garantindo para a U.Porto praticamente um terço (30%) dos 13 contratos de topo atribuídos, em 2012, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Os Advanced Grants têm como objetivo apoiar o trabalho científico de investigadores doutorados que sejam investigadores independentes há mais de seis anos. Para Pedro Avelino, “estes contratos são uma oportunidade para o desenvolvimento de investigação de excelência em Portugal”. O investigador do CAUP acredita ainda que este “será um investimento com um enorme retorno para o nosso país.”

O Programa Investigador FCT visa criar um quadro estável de investigadores de excelência em Portugal, recrutando os melhores cientistas nacionais e estrangeiros para o sistema científico nacional. Neste primeiro concurso foram recebidas 1175 candidaturas, com candidatos de 45 nacionalidades, das quais foram selecionados 150, que terão agora um contrato por cinco anos para se dedicarem à atividade de investigação em Portugal.

Além das “Advanced Grants”, a U.Porto garantiu ainda oito das 75 (cerca de 10%) “Development Grants” – destinadas a investigadores independentes há menos de seis anos e doutorados há mais de seis anos e menos de 12 – e 17 das 65 (cerca de 27%) “Starting Grants” – destinadas a investigadores em “início de carreira” – atribuídas pela FCT. No total, a U.Porto arrecadou 19% de todos os contratos para investigador FCT, ficando a apenas três (29 contra 32) da Universidade de Lisboa, líder de uma lista onde se destaca também a forte presença da Universidade Técnica e da Universidade Nova de Lisboa.

Os três níveis dos contratos (“Advanced”, “Development” e “Starting”) foram definidos de acordo com o número de anos após a obtenção do grau e pelo número de anos de trabalho como investigador independente. A avaliação das candidaturas teve em conta critérios como o número de publicações científicas em revistas internacionais com elevado fator de impacto; a capacidade de captação de financiamento em concursos competitivos; o registo de patentes; e a participação em atividades de formação avançada, nomeadamente orientação de estudantes de doutoramento e de pós-doutoramento.

Os resultados agora conhecidos surgem no culminar de um ano em que a U.Porto reforçou a condição de maior produtor de Ciência em Portugal. “Berço” de mais de um quarto do total de artigos científicos produzidos por instituições de investigação nacionais, a U.Porto viu, entre outras conquistas, serem-lhe atribuídas, em 2012, uma Advanced Research Grant (no valor de 2 milhões de euros) e uma Starting Grant (no valor de 1 milhão de euros) pelo European Research Council (ERC).

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  • Convém esclarecer que nestes contratos os critérios de avaliação da FCT, que não existiam à data de fecho das candidaturas, mas que surgiram durante o período de avaliação , eram inadequados e não respeitavam um dos princípios da Constituição Portuguesa, a equidade. Isto porque em cada um dos 3 escalões, os investigadores eram avaliados de forma igual, independentemente de terem mais ou menos anos de investigação, o que, como se percebe, não é justo, nem correcto, pois deveria ter um divisor ou denominador que permita avaliar a produção ciêntífica por ano (média anual)…
    Isto já para não falar nas várias ilegalidades do concurso que…só em Portugal é que passam impunes…