U.Porto quer transformar o Porto numa cidade do futuro

A mobilidade urbana é uma das áreas que serão trabalhadas pelos investigadores até 2015

Como serão as casas e os transportes públicos do futuro? Que importância vão ter as tecnologias na vida das pessoas? Que opções tomar para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos? Estas são algumas das perguntas que nos próximos três anos vão mobilizar o Centro de Competências em Cidades do Futuro da Universidade do Porto, um organismo sediado na Faculdade de Engenharia (FEUP), que acaba de garantir financiamento de 1,6 milhões de euros para  transformar a cidade do Porto numa smart city (cidade inteligente), ou seja, um “laboratório vivo” para as cidades do futuro.

Na prática, este projeto vai permitir dotar a Universidade e a cidade do Porto de plataformas experimentais à escala urbana, por via do apoio à investigação experimental e interdisciplinar em várias áreas de ponta. A ideia passa por envolver os diferentes saberes  da U.Porto no desenvolvimento de projetos ligados a tecnologias avançadas de sensorização, recolha de dados móvel e processamento de informação em larga escala, com o objetivo comum de melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos.

Para dar resposta a este desafio, o Centro de Competências em Cidades do Futuro vai explorar as sinergias entre grupos de investigação de áreas tão diferentes como telecomunicações, transportes, psicologia, urbanismo, engenharia biomédica, redes sociais ou informática, bem como contratar novos investigadores doutorados. O plano de trabalhos aprovado pela Comissão Europeia inclui ainda o estabelecimento de parcerias com a Câmara Municipal do Porto, os Raditáxis, a Porto Digital, a STCP e dezenas de outros parceiros industriais.

A decisão da Comissão Europeia em apoiar este projeto  no âmbito do 7º Programa Quadro, tomada após um concurso em que apenas 7% das candidaturas foram aprovadas, confirma a excelência da investigação da U.Porto em áreas relevantes para as cidades do futuro, patente através de projetos como o Vital Responder, que desenvolveu redes de sensores para bombeiros, e o Drive IN que está a tornar os Raditáxis uma das frotas mais avançadas do mundo. Estes projetos reúnem investigadores das faculdades de Engenharia, Ciências e Psicologia e de várias unidades de investigação que trabalham em conjunto com parceiros nacionais e internacionais como a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações, a Carnegie Mellon e o MIT.

Sediado na FEUP, o Centro de Competências em Cidades do Futuro é um projeto multidisciplinar que pretende englobar diferentes equipas e projetos das faculdades da U.Porto, numa lógica de colaboração e networking no setor das tecnologias de informação e comunicação, design urbano, construção e gestão de ambientes urbanos, contribuindo assim para o bem-estar e qualidade de vida nas cidades.

Na opinião de João Barros, diretor do Centro e professor da FEUP, este é um projeto inovador em Portugal na medida em que “coloca os utilizadores finais, por exemplo famílias, condutores, médicos, e bombeiros no centro da atenção dos investigadores”. Tudo isto através “novas plataformas tecnológicas e living labs” onde “cientistas podem criar novo conhecimento de ponta, startups podem fazer provas de conceito essenciais para serem financiadas e empresas já mais estabelecidas podem desenvolver e testar novos produtos e serviços que podem ser depois exportados para as cidades do futuro de todo o mundo”.

  • Muito interessante! 
    Mas DESIGN DE COMUNICAÇÃO (FBAUP) fica de fora como sempre, não é?