Raquel Gonçalves

Raquel Gonçalves é investigadora no i3S e dá aulas no ICBAS e na FMUP. (Foto: i3S)

Natural de Lisboa, mas “crescida”na outra margem do rio Tejo, no Barreiro.  Raquel Gonçalves mudou-se para o Porto em 2007 para fazer o pós-doutoramento em Biomateriais no INEB. E por cá ficou. Atualmente, é investigadora auxiliar no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto e dá aulas no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e na Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP).

Licenciada em Engenheira Química no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, onde também fez o doutoramento em Biotecnologia, em colaboração com a Universidade de Nevada, Reno, nos EUA, começou por trabalhar numa empresa privada de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical, onde implementou os procedimentos de isolamento e caracterização celular. Já no Porto, sua formação em engenharia e experiência em células estaminais e biomateriais tem-lhe permitido desenvolver novas estratégias terapêuticas que possam orientar as células estaminais humanas da medula óssea na regeneração do disco intervertebral.

Duplamente premiada (em 2015 e em 2017) pela EUROSPINE – The Spine Society of Europe , em 2018 fez uma sabática de seis meses na Alemanha, no Instituto de Ortopedia e Biomecânica da Universidade de Ulm. O resultado desse trabalho foi recentemente premiado pela Sociedade Alemã de Coluna com o «Prémio Georg Schmorl».

Fora do laboratório e das salas de aula, Raquel Gonçalves gosta de estar com a família e com os amigos, de ir ao cinema, de praia, de fazer caminhadas, de cozinhar e de brincar com as filhas.

Naturalidade? Lisboa

Idade? 40 anos

Do que mais gosta na Universidade do Porto?

Da qualidade na formação dos estudantes e da excelência da investigação que se faz.

Do que menos gosta na Universidade do Porto?

De algum envelhecimento e apego excessivo ao tradicional que dificulta a renovação em algumas áreas.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Melhorar a ligação dos institutos de interface à Universidade. Os institutos são uma parte ativa da formação pós-graduada da universidade, mas às vezes parece que não oficialmente. Aumentar a interdisplinariedade de programas de mestrado e programas doutorais entre várias faculdades e/ou institutos de interface e empresas.

Como prefere passar os tempos livres?

Adoro praia e passear na natureza. A maior parte dos meus tempos livres são com a minha família, nomeadamente a fazer programas com crianças que envolvem idas ao cinema, passeios, desenhos, cozinhar com elas.

Um livro preferido?

São vários, mas gosto muito da Pearl Buck, que escreve muito sobre o papel das mulheres e o Oriente e entre elas destaco o livro “Mulheres”. Ou o “O voo do corvo”, de Jeffrey Archer, um livro que mostra como se pode recomeçar uma vida tantas vezes. Dos autores portugueses, gosto da obra de Eça de Queiroz.

Um disco/músico preferido?

Gosto de vários tipos de música, mas especialmente bossa nova (Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, etc), e um dos meus álbuns preferidos é da Bebel Gilberto, “Tanto Tempo”.

Um prato preferido?

As minhas memórias de comida vêm de Évora e, por isso, adoro comida alentejana no geral (borrego assado, sopa de tomate, migas com entrecosto, etc). Desde que vim para o Porto, destaco os filetes de polvo com arroz do mesmo.

Um filme preferido?

O filme que mais me marcou até hoje foi o “Clube dos Poetas Mortos”.

Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Realizada: Açores, EUA (Chicago, S. Francisco)

Por realizar (tantas…): percorrer a Irlanda e a Inglaterra de carro, fazer caminhadas na Noruega, percorrer a costa oeste dos EUA de norte a sul, Canadá, Maldivas, Polinésia Francesa, Japão, Nova Zelândia, Perú, Chile, …

Um objetivo de vida?

Gostava muito que a minha investigação tivesse uma contribuição visível na saúde dos pacientes.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

Tive a sorte de conhecer algumas pessoas chave em várias alturas da minha vida que me inspiraram e impulsionaram o meu percurso. Uma delas é a minha co-orientadora de doutoramento que vive nos EUA, e se tornou minha amiga. Para quem a conhece sabe o quão inspiradora ela pode ser.

O projeto da sua vida…

É fazer o melhor possível nas minhas várias vertentes: como pessoa, como amiga, como profissional, como filha, como mulher, como mãe, e sentir que também eu poderei inspirar alguém à minha volta no futuro.

Uma ideia para promover a investigação da U. Porto a nível internacional?

Reforçar áreas chave em que há reconhecimento internacional da qualidade da U.Porto, com mais projetos, ligação a empresas, fazer pontes com áreas mais emergentes, publicitar o reconhecimento internacional da UP dentro e fora do meio académico, nomeadamente no âmbito do turismo que o Porto atrai.