Novo Reitor quer “elevar qualidade, competitividade e notoriedade” da U.Porto

A nova Equipa Reitoral da Universidade do Porto: (de baixo para cima e da esquerda para a direita) Pedro Rodrigues, António Sousa Pereira e Maria de Lurdes Correia Fernandes; Helder Vasconcelos, Fátima Vieira, Fernando Silva e Manuel Eduardo Correia; Joana Carvalho, José Castro Lopes, João Veloso e António Silva Cardoso.

A Universidade do Porto tem um novo Reitor para os próximos quatro anos. António Sousa Pereira e a sua Equipa Reitoral tomaram hoje posse dos seus novos cargos, numa cerimónia que encheu por completo o edifício da Reitoria.

Perante uma plateia preenchida por representantes da comunidade académica e da sociedade civil, o até agora Diretor do ICBAS teve a oportunidade de realizar a sua primeira intervenção pública enquanto Reitor da Universidade do Porto.

Assumindo ser este um “momento de fortes emoções”, António Sousa Pereira iniciou o seu discurso sublinhando que encara o seu novo cargo como “uma verdadeira missão de serviço público”, sem qualquer tipo de “visão demagógica ou demiúrgica” do papel de Reitor. “O reitor tem um papel fundamental a desempenhar na Universidade, mas o seu contributo é claramente o de unir a Comunidade Académica em torno de um projeto que molde o presente e o futuro da instituição com o esforço, talento e determinação dos seus membros”, explicou.

Nesse sentido, o novo Reitor da U.Porto afirmou a sua crença de que, na gestão universitária, “as decisões devem ser tomadas envolvendo, o mais possível, quem por elas vai ser afetado”, garantindo que “enquanto reitor procurarei assegurar a participação ativa da Comunidade Académica nos destinos da Universidade”.

E foi assim que 20.º Reitor da U.Porto fez questão de elencar o papel que a Universidade deve assumir na defesa dos membros da sua comunidade. Começando pelos docentes e investigadores, António Sousa Pereira manifestou a sua vontade de trazê-los para “o centro das decisões relacionadas diretamente com as suas atividades”, uma vez que, na sua opinião, “o bom desempenho pedagógico e científico da Universidade depende, em larga medida, da nossa capacidade de valorizar o seu trabalho”.

Momento em que o Presidente do Conselho Geral, Artur Santos Silva, dá posse a António Sousa Pereira como novo Reitor da Universidade do Porto.

Os “quadros técnicos, funcionários administrativos e o restante staff” também não podem ficar de fora da governação da Universidade na opinião do recém-empossado Reitor. Sousa Pereira fez, aliás, questão de salientar que “é necessário ter em linha de conta as expectativas e anseios dos funcionários não docentes, dando-lhes as devidas condições de realização profissional. Assim como se afigura indispensável a implementação de uma cultura de mérito nas progressões na carreira”.

Por fim, o Reitor da U.Porto dirigiu-se aos estudantes, que na sua opinião “destacam-se como a razão de ser da Universidade e a sua força motora” e, nesse sentido, manifestou a sua convicção de ser “obrigação [da Universidade] proporcionar à comunidade estudantil um ensino de qualidade, investigação de excelência, acompanhamento socioeconómico, oportunidades de mobilidade, oferta cultural e apoios à empregabilidade”.

Contudo, António Sousa Pereira fez também questão de avisar que cumprir estes propósitos é uma missão particularmente desafiante, tendo em conta a conjuntura vivida pelas universidades portuguesas, enformada particularmente pelo “subfinanciamento crónico das instituições [de ensino superior]”.

“Este é um dos principais problemas do ensino superior em Portugal”, apontou o novo Reitor da Universidade do Porto, apontando que o subfinanciamento das instituições “impede-as de promover o rejuvenescimento do corpo docente, de criar emprego científico, de realizar investimentos fundamentais para as atividades académicas e de renovar equipamentos de estudo, investigação e inovação”. “Que não haja dúvidas – salientou António Sousa Pereira – a permanente incerteza em relação ao financiamento do ensino superior mina quaisquer possibilidades de planear e executar estratégias de longo prazo pelas universidades”.

A primeira intervenção pública de António Sousa Pereira como Reitor da U.Porto foi feita perante um Salão Nobre repleto de representantes da comunidade académica e das instituições da cidade e da região.

Foi, por isso, a pensar nesta conjuntura dominada pelo subfinanciamento e pelas transformações socioprofissionais levantadas pela chamada 4.ª Revolução Industrial que a nova Equipa Reitoral da Universidade do Porto definiu nove eixos de intervenção para o seu mandato: “coesão interna através da autonomia das Unidades Orgânicas; integridade académica; processo de ensino-aprendizagem centrado no estudante; reforço e renovação do corpo docente e progressões na carreira; universidade de investigação e inovação; combate à burocracia e ganhos de eficiência; qualidade de vida dos estudantes; desenvolvimento regional e nacional; internacionalização como fator de sustentabilidade e notoriedade institucional”.

Mais do que ruturas ou transformações radicais no funcionamento da Universidade, António Sousa Pereira prometeu antes “elevar a qualidade, competitividade e notoriedade da instituição, reorientando e consolidando o trabalho que vem detrás e implementando novas linhas de intervenção estratégica”.

E, para atingir esse objetivo, o novo Reitor da U.Porto espera contar com a colaboração de toda a comunidade académica. “Com o esforço de todos, certamente que seremos bem-sucedidos”, assegurou António Sousa Pereira, antes de terminar a sua intervenção com um enfático “Agora, vamos ao trabalho!”.

Tomada de Posse do Reitor António Sousa Pereira