(notícia atualizada às 8h00 do dia 24 de outubro de 2021)

Dias depois de ter entrado para a história ao tornar-se a primeira portuguesa a apurar-se para uma final por aparelhos em Mundiais de ginástica artística, Filipa Martins voltou a escrever uma página de ouro nos campeonatos do mundo que terminaram este domingo, na cidade de Kitakyushu (Japão). Para além da presença inédita na final de paralelas assimétricas, a estudante da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) concluiu o concurso do All-Around no sétimo lugar, garantindo assim o primeiro diploma e o melhor resultado de sempre para a ginástica artística feminina portuguesa.

Poucos meses depois de ter somado a sua segunda participação olímpica, em Tóquio 2020, a ginasta do Acro Clube da Maia partia para esta final do concurso completo com o  objetivo de melhorar a 16.ª posição alcançada nos Mundiais de 2014, disputados na China (Naning). E fê-lo com distinção…

Filipa Martins, de 25 anos, somou um total de 52.199 pontos, marca semelhante à que lhe tinha valido a qualificação para a final no sexto lugar (53.032 pontos). A competição foi ganha pela russa Angelina Melnikova, que se impôs às norte-americanas Leanne Wong e Kayla di Celo, segunda e terceira classificadas, respetivamente.

Já este sábado, a atleta e estudante da U.Porto voltou a entrar em competição para alinhar na final do concurso de paralelas assimétricas. Desta vez, Filipa Martins quedou-se pelo oitavo lugar, somando 14.066 pontos, numa competição conquistada pela chinesa Wei Xiaoyuan.

O sétimo lugar alcançado por Filipa Martins no ‘all around’ do Mundial de Kitakyushu constitui o melhor resultado de sempre da ginástica portuguesa. (Foto: DR)

Sobre Filipa Martins

Atualmente a frequentar o 3.º ano da licenciatura na FADEUP, a melhor ginasta portuguesa de sempre junta assim novo capítulo de ouro a um currículo que regista alguns dos mais brilhantes resultados da história da ginástica nacional. Entre eles inclui-se a conquista de várias medalhas na Taça do Mundo de ginástica artística, uma medalha de bronze nas Universíadas 2015 (Coreia do Sul) duas participações olímpicas e várias participações de relevo em campeonatos europeus.

Em 2015, a atleta natural da Maia terminou o ano na liderança do ranking mundial de paralelas assimétricas da Federação Internacional de Ginástica (FIG) . Um feito que lhe valeu a atribuição do prémio de Atleta do Ano pela Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

Em 2016, Filipa Martins alcançou a melhor participação olímpica de sempre de uma ginasta portuguesa ao concluir o concurso ‘all-around dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Já este ano, e poucos meses antes da sua segunda participação olímpica (foi 43.ª classificada no concurso “all around” dos Jogos Olímpicos de Tóquio), Filipa Martins apresentou um novo elemento técnico na prova de paralelas assimétricas nos Europeus de ginástica artística, elemento esse que viria a ser incluído no código de pontuação internacional e batizado com o seu nome.

O percurso de sucesso de Filipa Martins escreve-se também com as cores da U.Porto. Em 2018, representou pela primeira vez as cores da Universidade em provas universitárias. E não fez por menos. Com duas medalhas de ouro nas provas de Paralelas Assimét