A arquiteta paisagista Teresa Andresen, antiga Professora Catedrática da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), foi uma das três personalidades de reconhecido mérito nomeada pelo Ministério da Cultura para o conselho consultivo do Património Cultural, I. P. Trata-se de um órgão de consulta do conselho diretivo para todos os assuntos do âmbito da missão e atribuições do Património Cultural, I.P. 

Nos termos do disposto na alínea n) do n.º 2 do artigo 10.º dos Estatutos do Património Cultural, I. P., aprovados em anexo ao Decreto-Lei n.º 78/2023, de 4 de setembro, o conselho consultivo é composto, entre outros, por três personalidades de reconhecido mérito, indicadas pelo membro do Governo responsável pela área da cultura, para um mandato de três anos. Para além de Teresa Andresen, integram também este órgão Paulo Pereira, Professor Associado na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e Manuela Martins, Professora Catedrática jubilada da Universidade do Minho.

“Esta é uma reforma ousada, que revela uma nova ambição para a gestão e preservação do património cultural e que obriga a uma nova abertura e relação com a sociedade civil. A escolha destas personalidades, quer para a direção dos organismos, quer para os órgãos consultivos, corresponde a essa ambição”, sublinhou o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, em comunicado.

Sobre Teresa Andresen

Formada em engenharia agrónoma e arquitetura paisagista, com doutoramento  em Ciência Aplicadas ao Ambiente, Teresa Andresen é a fundadora do curso de Arquitectura Paisagista na FCUP, instituição onde lecionou entre 2002 e 2014. Da sua ligação à Universidade destaca-se ainda a passagem pela direção do Jardim Botânico do Porto, cargo que desempenhou ao longo de quase uma década.

Atualmente, Teresa Andresen é presidente da Associação Portuguesa dos Jardins Históricos e membro do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tendo anteriormente dirigido o Instituto da Conservação da Natureza (1996-1998), o Parque da Fundação de Serralves (2007-2009) e o Jardim Botânico do Porto (2007-2014).

Foi também membro do Conselho Científico da Agência Europeia de Ambiente, de 2002 a 2008, tendo participado na elaboração da candidatura da Região Demarcada do Douro a Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Em 2019 foi uma das responsáveis pela candidatura do Santuário do Bom Jesus em Braga a Património Mundial do UNESCO e, em 2020, conquistou o Prémio Gonçalo Ribeiro Telles.