Docente da U.Porto é um dos rostos da Geração Erasmus+

Mariana Pinto da Costa apresentou a Declaração da Geração Erasmus+ ao lado de Tibor Navracsics, Comissário Europeu para a Educação, Cultura, Juventude e Desporto. (Foto: Erasmus+)

Mariana Pinto da Costa, antiga estudante de Medicina e atual professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), foi escolhida para representar Portugal na redação e apresentação da Declaração da Geração Erasmus+ , documento que inclui um conjunto de recomendações para o futuro do mais conhecido programa de mobilidade estudantil no Ensino Superior, que este ano assinala 30 anos de existência.

Redigida em nome dos mais de 9 milhões de pessoas que fizeram Erasmus nos últimos 30 anos, a Declaração da Geração Erasmus+ foi apresentada esta quinta-feira, em Bruxelas, na presença do Comissário Europeu para a Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Tibor Navracsics, durante a sessão encerramento das comemorações dos 30 anos do programa Erasmus. Nela constam 30 recomendações – que serão discutidas no Parlamento Europeu – para reforçar e alargar o Erasmus+, e assim aumentar o seu impacto do programa no futuro da Europa.

Entre as recomendações resultantes de uma discussão que envolveu 34 ex-participantes do programa Erasmus+, constam, por exemplo, a promoção de “projetos de voluntariado, para jovens e adultos mais velhos, de forma a fortalecer o contacto entre os participantes do programa Erasmus e a comunidade local”. Segundo Mariana Pinto da Costa, o documento reivindica ainda a “aprendizagem ao longo da vida, permitindo que pessoas de todas as idades e fases da sua carreira profissional possam ter mais oportunidades de formação, mais cursos digitais e colaborações virtuais; o pleno respeito dos direitos humanos; a simplificação dos procedimentos de candidatura” e a manutenção do Reino Unido no Erasmus + “como símbolo de uma colaboração forte e global”.

Horas depois de apresentar a Declaração da Geração Erasmus+ na Comissão Europeia,, Mariana Pinto da Costa não escondia a “honra” de representar Portugal na iniciativa. “O passado dia 30 de novembro, foi um momento único e inesquecível” confessa a médica portuense.

Em 2009, a antiga estudante do ICBAS já tinha sido escolhida para representar Portugal na iniciativa “Erasmus, Histórias de Sucesso – Estudante Erasmus 2 milhões”. (Foto: Erasmus+)

Médica de Psiquiatria no Hospital Magalhães Lemos (Porto), Mariana Pinto da Costa destacou-se, enquanto estudante do Mestrado Integrado em Medicina do ICBAS, ao ser galardoada, em 2009, com o prémio da Comissão Europeia “Erasmus, Histórias de Sucesso – Estudante Erasmus 2 milhões” pelas suas experiências  na Facoltà di Medicina e Chirurgia da Università degli Studi di Siena (Itália) e na English Division da Second Faculty of Medicine da Warszawski Uniwersytet Medyczny (Polónia), ao abrigo do programa Erasmus. Esta distinção valeu-lhe a participação na conferência “Erasmus – the way forward and the Green paper on mobility of young people”, que decorreu na Suécia.

“Foi graças ao programa Erasmus que falo hoje 5 línguas, o que me permite estar melhor preparada para comunicar num contexto internacional. Estas experiências de mobilidade desde cedo me incentivaram a contactar e colaborar com colegas de outros países”, explica.

A participação no Programa Erasmus marcaria, de resto, um percurso profundamente marcado pelo envolvimento internacional. Presidente da Federação Europeia dos Internos de Psiquiatria (EFPT) – representante máxima dos internos de Psiquiatria da Europa – entre  2014 e 2015, Mariana Pinto da Costa liderou na organização do 23.º Fórum da EFPT,em 2015, no Porto.  É também colaboradora da Gulbenkian Global Mental Heatlh Platform e formadora na Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM/PorMSIC) e na IFMSA (International Federation of Medical Students Association).

A atividade académica de Mariana Pinto da Costa incide no domínio da Psiquiatria Social, Comunitária e Forense. Atualmente é professora convidada do ICBAS e estudante de doutoramento na Queen Mary University of London (WHO Collaborating Centre for Mental Health Services Development). O seu projeto de investigação foca-se no voluntariado e saúde mental, comparando esta realidade a nível europeu, particularmente em Portugal, Bélgica e Reino Unido.