Durante os últimos meses, Inês Lemos dedicou-se a estudar as competência aquáticas dos estudantes do 1.º ano da Faculdade de Desporto. Já Ana Festas trocou a sala de aula pelo Laboratório de Imuno-Fisiologia e Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), onde está a estudar a bexiga obstruída. De 8 a 10 de maio, estas foram apenas duas das mais de 1.000 “histórias” que se cruzaram na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), palco da 17.ª edição do IJUP – Encontro de Investigação Jovem da U.Porto.

Da Arquitetura à Psicologia, passando pela Criminologia, a Geografia, a Literatura, ou a Química. Ao longo de três dias, as últimas descobertas científicas nas  áreas do conhecimento lecionadas na Universidade estiveram em debate pela voz dos mais de 1.000 estudantes de licenciatura e de mestrado que participaram numa das maiores edições de sempre do “congresso” de investigação jovem da U.Porto.

“É uma das nossas missões maiores, enquanto Universidade de Investigação, trazer a investigação tão cedo quanto possível junto dos estudantes, permitindo-lhes o contacto com as nossas unidades de investigação. Nesta 17.ª edição tivemos recordes de participação, com cerca de 1.100 participantes e cerca de 300 apresentações em mais de 50 sessões paralelas”, resume Pedro Rodrigues, Vice-Reitor da U.Porto com os pelouros da Investigação e Inovação.

A frequentar o 1.º ano do Mestrado em Treino Desportivo – Treino de Alto Rendimento e Treino de Jovens da FADEUP, Inês Lemos acredita que “participar no IJUP é muito importante porque é uma porta para a área científica”. Por outro lado, “é muito gratificante podermos expor tudo aquilo que descobrimos, coisas que, se calhar  nunca foram ditas, e que nunca foram pensadas por outras pessoas”.

Ana Festas, estudante do mestrado em Medicina Legal do ICBAS, também só vê mais valias no IJUP: “Em Portugal não há muitos eventos assim. É uma forma dos jovens poderem interagir uns com os outros na área da investigação, ajuda a perceber o que é que outros grupos estão a estudar e temos sempre outros pontos de vista para avançar na investigação”.

A grande novidade do IJUP 2024 acabou mesmo por ser a mudança para os corredores e salas da FEP, onde os jovens investigadores encontraram “ótimas condições” para apresentar os respetivos trabalhos. Uma opção que mereceu uma “palavra de agradecimento” por parte de Pedro Rodrigues, alargada “a todos os moderadores que acompanharam as apresentações” e “a quem acolheu os estudantes nas suas unidades de investigação”.

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