A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esteve na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), no dia 5 de maio, para participar na cerimónia de Imposição das Insígnias aos finalistas, tendo deixado palavras de felicitações e de incentivo aos futuros médicos.

“Espero que possam continuar a tratar de nós aqui em Portugal. Mesmo que saiam, por favor voltem! O que posso prometer é que tudo farei para que tenham um projeto de vida em Portugal”, assegurou a governante.

Naquele que era também o Dia da Mãe, o diretor da FMUP, Altamiro da Costa Pereira, considerou que a ministra da Saúde é, neste momento, “a mãe do Serviço Nacional de Saúde”. Uma analogia que Ana Paula Martins aceitou, somando, ao todo, “cerca de 150 mil filhos”.

Mostrando-se ciente da responsabilidade do cargo que assumiu, a responsável afirmou que “há respostas que vamos ter de encontrar muito rapidamente. Nenhum governo poderá deixar de pensar com aqueles que estão no dia a dia no processo assistencial, como os nossos médicos. Há um processo de relação com todas as profissões que precisa de ser aprofundado, com o esforço de todos”.

Nesse sentido, desafiou, em particular, aqueles a quem chama “os médicos do meu país”, que, acredita, “serão chamados a exercer a sua capacidade de liderança, para a qual o ensino da Medicina, profundamente diferenciado e, acima de tudo, humanista, os convoca”.

Dirigindo-se aos finalistas, a ministra da Saúde realçou que “a Medicina é a profissão mais exigente, não só da saúde, mas de todas as profissões. A isso só se pode chamar vocação. Em tudo aquilo que vão ser – médicos, cientistas, professores, educadores, voluntários -, a medicina será sempre, mesmo com a inteligência artificial, uma atividade humana”.

Tal como o diretor do Mestrado Integrado em Medicina da FMUP, José Gerardo Oliveira, para quem a “saúde é o setor com mais sucesso”, a ministra realçou que “se há uma área do país e da governação que tem dado resposta aos portugueses é a saúde. Talvez por isso os portugueses, qualquer que seja a sua ideologia política, vejam a saúde como uma prioridade. O SNS é algo que os portugueses não querem perder, não querem deixar para trás”.

No entanto, concede: “Não está tudo bem. Não podemos dizer que está tudo bem quando há freguesias onde 80% das pessoas não têm médico de família. A questão é o que temos de fazer para que não continuemos assim. É essa humildade que tem de estar na ação”.

A sessão contou igualmente com a participação da presidente da AEFMUP, Emília Pinho, da presidente do Conselho de Administração da ULS São João, Maria João Batista, do presidente do Conselho Pedagógico da FMUP, Roberto Roncon de Albuquerque, do representante dos finalistas da FMUP, Miguel Taveira, além do Dux Medicus Facultis e também finalista, Mohammed Mussa.

A todos os discursos foram comuns os parabéns a todas as mães – e, embora não fosse o seu dia, também aos pais, avós e entes queridos, presentes ou não, que contribuíram para a caminhada dos finalistas e que vão agora “entregar os filhos ao mercado de trabalho”, como salientou Maria João Baptista.

Também Roncon de Albuquerque vê esta cerimónia como “uma festa da família” que marca a transição para uma nova fase na vida destes futuros médicos, cujo caminho poderá passar pela internacionalização, que vê como “uma oportunidade”.

A Emília Pinho, presidente da AEFMUP, coube um discurso mais emotivo, de agradecimento pela marca deixada pelos estudantes: Para todos, a nossa casa continua aberta!”