Um dos mais conceituados cientistas do mundo veio à U.Porto revelar o futuro da Ciência

Martin Rees esteve no Porto para falar sobre as oportunidades e ameaças da Ciência no século XXI.

A Universidade do Porto recebeu no dia 17 de novembro um dos mais conceituados cientistas do mundo, o cosmólogo e astrofísico britânico Martin Rees, que ocupa desde 1995 o posto de Astrónomo Real da Grã-Bretanha.

A Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, foi o palco escolhido para uma rara conferência do astrofísico britânico em Portugal, num evento promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos no âmbito do Mês da Educação e da Ciência 2017.

“A ciência no século XXI: oportunidades e ameaças” foi o tema da conferência de Martin Rees no Porto, que contou ainda com as intervenções de dois nomes incontornáveis da Ciência portuguesa e da U.Porto: o físico Alexandre Quintanilha e o astrónomo Nuno Cardoso Santos.

Perante uma sala com lotação esgotada, o antigo presidente da Royal Society (a Academia de Ciências do Reino Unido e a mais antiga sociedade científica do mundo) apresentou a sua visão para o futuro da Ciência e do Mundo, numa altura em que assistimos a cada vez mais rápidas e crescentes evoluções nos campos da saúde, da agricultura, dos transportes, de energia, motivadas pelos desenvolvimentos produzidos pela ciência e a tecnologia.

Numa longa entrevista concedida à TVU., Martin Rees explica porque acredita que estas questões são determinantes para o nosso futuro, fazendo com que este seja um “século especial”: “É a primeira vez nos 45 milhões de séculos de existência da Terra que uma única espécie, a nossa, pode determinar o destino de todo o planeta”.

Apesar de se afirmar um otimista quanto aos benefícios tecnológicos – “Penso que já temos a tecnologia necessária para tornar o mundo muito melhor para os mais desfavorecidos” -, Martin Rees não esconde a sua inquietação com o futuro do planeta e, consequentemente, da humanidade: “O que me preocupa muito é que essas tecnologias poderosas possam ser mal utilizadas, por erro ou de propósito”.