U.Porto participa em campanha mundial inovadora de robótica marinha

A campanha está a funcionar ininterruptamente até 17 de junho. (Foto: SOI / Monika Naranjo Gonzalez)

É já considerada uma das mais inovadoras campanhas de robótica marinha à escala mundial. Uma equipa do Laboratório de Sistemas e Tecnologias Subaquáticas (LSTS) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) está a participar numa campanha oceanográfica internacional ao largo da costa sul da Califórnia (EUA), com o principal objetivo de demonstrar novas metodologias de observação do oceano com veículos submarinos, de superfície e aéreos autónomos.

Intitulada “Exploring Front with Multiple Robots”, a campanha arrancou no passado dia 28 de maio, a bordo do navio do navio R/V Falkor do Schmidt Ocean Institute, está a funcionar 24/24 horas, e tem como principal área de estudo a frente subtropical, localizada a aproximadamente 1.000 milhas náuticas ao largo da costa do sul da Califórnia, que representa um limite entre as águas frias do provenientes do norte do Pacífico e as águas mais quentes e salgadas a sul.

Nesta área, a equipa vai utilizar veículos autónomos submarinos, de superfície e aéreos coordenados para encontrar, rastrear e amostrar propriedades físicas, químicas e biológicas da frente. A combinação da geração de planos automática, com o controlo de execução autónomo e com a ingestão de dados gerados em tempo real a partir de navios, robôs e várias outras fontes, permitirá, pela primeira vez, uma visão 4D do ambiente em torno do R/V Falkor, cuja coordenação será assegurada por dois centros de controlo, um a bordo do navio e outro no Porto.

O exercício, liderado por João Tasso, responsável do LSTS e docente do Departamento de Engenharia Eletroctécnica da FEUP, integra nove investigadores deste Laboratório, e outros nove elementos provenientes do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da U.Porto, da Norwegian University of Science and Technology, da Universidade Politécnica de Cartagena e das universidades norte-americanas de Rhode Island e de Harvard. Colaboram ainda nesta campanha as instituições Sintef (Noruega) e o Monterey Bay Aquarium Research Institute e a NASA-Ames dos Estados Unidos da América.

A apoiar a realização da campanha a partir de Portugal está ainda uma equipa de trabalho que inclui investigadores da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP) e da Universidade do Algarve.

Financiada pelo Schmidt Ocean Institute, organismo estabelecido pelo presidente da empresa Google Erik Schmidt, esta iniciativa decorre até ao próximo dia 17 de junho e é mais um exemplo da capacidade inovadora e tecnológica do LSTS, que vai permitir “recolher dados sem interrupções e, ao mesmo tempo, atuar rapidamento e no local como resposta a eventos”, afirma João Tasso.

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