U.Porto inova no ensino das alterações climáticas aos mais novos

alterações climáticas | CIBIO InBIO

Projeto invoador aposta no desenvolvimento de conteúdos estimulantes sobre as alterações climáticas, envolvendo os próprios alunos no processo de produção” (Foto: DR)

Podia ser “apenas” mais um projeto destinado a melhorar o ensino das alterações climáticas nas escolas, mas é muito mais do que isso. Assim se apresenta o Clima@EduMedia, um projeto multidisplinar desenvolvido na Universidade do Porto e que acaba de ser distinguido com uma EEA Grant atribuída pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, ao abrigo do Programa “AdaPT”.

Coordenado por José Azevedo, professor da Faculdade de Letras (FLUP) e investigador do Centro de Investigação – CETAC.MEDIA, o CLima @EduMedia nasce num contexto em que “a generalização do acesso às tecnologias digitais abriu um vasto leque de possibilidades de inovação no que toca a relação dos “media” com a aprendizagem”. Neste contexto, o desafio do projeto “não é apenas produzir conteúdos mediáticos estimulantes sobre as alterações climáticas, mas também possibilitar estratégias onde os alunos possam aprender através do próprio processo de produção”, destaca o responsável.

No terreno , o “Clima@EduMedia” envolve as faculdade de Letras e de Ciências da U.Porto, bem como a Unidade de Novas Tecnologias na Educação da Universidade. Conta também com a participação de 33 escolas do ensino básico e secundário de todo o país e tem ainda uma parceria com a Universidade da Islândia.

“A investigação mostra que proporcionar aos estudantes um espaço onde possam adicionar a sua voz à discussão pública sobre as alterações climáticas tem um impacto positivo no envolvimento dos mesmos com o conhecimento científico sobre o tema, e ajuda a criar uma consciência crítica sobre essas alterações fora do contexto de sala de aula”, remata José Azevedo.

Sobre o AdaPT

O Programa “AdaPT” foi criado com o objetivo de apoiar financeiramente a atuação em matéria de “Adaptação às Alterações Climáticas” em Portugal, e o seu desenvolvimento foi guiado pelos termos estabelecidos no “Memorando de Entendimento” assinado entre Portugal, Noruega, Islândia e Liechtenstein, no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants).