U.Porto evoca os 50 anos da morte de José Régio com exposição na Reitoria

A exposição “Os escritos de José Régio em processo: do borrão do autor às mãos do leitor” estará aberta ao público entre 13 de junho e 31 de agosto. (Foto: DR)

No ano em que se assinalam os 50 anos da morte de José Régio, a Reitoria da Universidade do Porto acolhe, em parceria com o Centro de Estudos Regianos, a exposição “Os escritos de José Régio em processo: do borrão do autor às mãos do leitor“.

Comissariada por Isabel Ponce de Leão, a exposição é composta, não só por informação e fotografias sobre o percurso de José Régio, como também por algum espólio do autor, nomeadamente alguns dos seus desenhos e as primeiras edições de algumas obras.

Poeta, autor dramático, novelista, diarista, memorialista, epistológrafo, historiador da literatura portuguesa, desenhador, pintor e colecionador de peças antigas de arte sacra e popular. José Régio, nome literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu a 17 de Setembro de 1901 em Vila do Conde, onde também morreu, em 1969. Considerado uma “figura ímpar na cultura portuguesa”, começou desde cedo a sua atividade literária em jornais e revistas. Colaborou com as revistas portuenses Crisálida e A Nossa Revista, mas foi em Coimbra, onde se formou, que consolidou e começou a sua obra, inspirado pelos livros e convívios e tertúlias de cafés, onde era presença assídua com os seus ideais socialistas, apesar do regime repressivo de então.

Um ano depois de terminar a licenciatura em Filologia Românica, publicou o seu primeiro volume Poemas de Deus e o Diabo. Até se reformar, combinou a sua atividade literária com o ensino, tendo sido Professor no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e no liceu de Portalegre, onde esteve durante 30 anos.

É esse percurso que pode ser revisitado a partir do dia 13 de junho, em “Os escritos de José Régio em processo: do borrão do autor às mãos do leitor, exposição que integra uma programação de cariz nacional e local – composta por ciclos de cinema, espectáculos, outras exposições, conferências e reedições – que, até 2020, vai evocar os 50 anos da morte de José Régio.

A exposição estará patente ao público até 31 de agosto e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00, na Galeria I, no edifício histórico da U.Porto, junto à Praça dos Leões. A entrada é livre.