U.Porto distingue quatro estudantes exemplos de cidadania

Um futuro farmacêutico que ajuda a levar medicamentos  a quem mais precisa, um estudante de Economia que se vem destacando no empreendedorismo social, um médico que está a revolucionar o estudo da medicina e uma estudante de desporto que usa a prática desportiva como terapia para as demências. É este o perfil dos quatro vencedores da edição 2018 do Prémio de Cidadania Ativa da Universidade do Porto, galardão que vai distinguir, pelo quinto ano consecutivo, os estudantes da U.Porto que, ao longo do último ano, se destacaram pela participação em atividades extracurriculares que desenvolvam práticas de cidadania ativa.

Como vem sendo habitual,  o Prémio está organizado em quatro categorias: Humanitária e/ou Solidária, Empreendedorismo, Pedagógica e Desportiva e/ou Ambiental. A cada vencedor será atribuído um prémio monetário de 1000 euros, assim como um diploma individual comprovativo e uma menção no suplemento ao diploma académico.

Aléxis Sousa será premiado pelo trabalho que vem desenvolvendo à frente da Associação Cura+. (Foto: Jornal de Negócios)

Na vertente humanitária ou solidária, a U.Porto vai distinguir Aléxis Sousa, estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia (FFUP). Aléxis é o atual presidente da Associação Cura+, uma associação de voluntariado fundada em 2015, por estudantes da FFUP, motivados pela necessidade de sensibilizar a sociedade para as desigualdades existentes no acesso a cuidados de saúde. Desenvolvido em parceria instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e farmácias, o trabalho da associação já permitiu garantir o acesso a medicamentos a mais de 60 famílias em situações socioeconómicas precárias, fruto de cerca de 650 intervenções e campanhas dinamizadas junto da comunidade.

Bruno Guimarães ajudou a criar uma app destinada aos recémdiplomados em Medicina. (Foto: P3)

Bruno Guimarães é a escolha para receber vertente pedagógica do Prémio Cidadania Ativa 2018. A frequentar o Doutoramento em Medicina na Faculdade de Medicina (FMUP), o também investigador do grupo In4Health, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), esteve envolvido no projeto VIMU – Plataforma Online de Apoio à Aprendizagem em Anatomia, que permite simular um exame prático das unidades curriculares da área da anatomia. Além disso, foi um dos criadores do projeto HarriFlash, uma aplicação móvel pensada para ajudar os recém-diplomados em Medicina a prepararem-se para a Prova Nacional de Seriação (PNS), cuja classificação determina o acesso à área de especialização médica. Disponível gratuitamente para iOS e Android, a app já registou mais de 6.000 downloads, tendo alcançado o topo das tabelas de aplicações para educação nas lojas online.

Filipe Sousa tem-se destacado na promoção de inúmeros projetos em domínios como a solidariedade, a educação e a consultoria (Foto: DR)

O empreendedor destacado nesta edição é Filipe Sousa, estudante da Licenciatura de Economia da Faculdade de Economia (FEP) que se vem destacando pela promoção de inúmeros projetos em domínios tão variados como a solidariedade, a educação e a consultoria. Um dos responsáveis pela fundação da associação solidária Pão de Alegria e do primeiro clube Rotaract (da Rotary International) associado a uma universidade portuguesa, está ainda ligado à criação do projeto UPrise Talent, que se propõe a prestar serviços de apoio de carreira a alunos do ensino secundário. Além disso, foi membro ativo da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia (AEFEP), da JADE Portugal, da FEP Junior Consulting, e foi vencedor do FFC Pitching Talent 2017.

Flávia Machado desenvolveu um projeto que utiliza a prática de exercício físico como terapia para combater a progressão da Doença de Alzheimer. (Foto: DR)

Por fim, o Prémio de Cidadania Ativa no domínio desportivo vai ser entregue a Flávia Machado, estudante que concluiu recentemente o Mestrado em Atividade Física para a Terceira Idade da Faculdade de Desporto (FADEUP). Foi neste âmbito que desenvolveu um projeto inserido no programa Mais Ativos Mais Vividos, que pretende utilizar a prática de exercício físico como terapia para combater a progressão da Doença de Alzheimer e de outras demências. No desenvolvimento deste projeto, Flávia – que frequenta atualmente o Programa de Doutoramento em Atividade Física e Saúde da FADEUP – estabeleceu ainda várias parcerias com instituições públicas e privadas e promoveu ações de formação técnica e investigação científica.

Os candidatos foram avaliados e selecionados por um júri nomeado por Sebastião Feyo de Azevedo, Reitor da Universidade do Porto, e presidido por Carlos Brito, Pró-Reitor para as áreas da inovação e empreendedorismo e dos antigos estudantes. Integram ainda o júri Pedro Teixeira, Vice-Reitor com o pelouro da Formação e organização académica, Joaquim Gomes, docente aposentado da Faculdade de Engenharia (FEUP), Maria Clara Martins, do Gabinete Alumni da U.Porto, Mónica Carneiro e Marcos Teixeira, estudantes das faculdades de Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUP) e de Farmácia (FFUP), respetivamente.

O Prémio de Cidadania Ativa da U.Porto vai ser entregue no dia 22 de março, no Salão Nobre da Reitoria, durante a cerimónia comemorativa do Dia da Universidade.