U.Porto distingue jovens promessas da investigação

A edição 2018 do IJUP premiou 36 estudantes das várias faculdades da U.Porto. (Foto: U.Porto)

Os vencedores da 11.ª edição do IJUP – Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto foram distinguidos numa cerimónia realizada esta terça-feira, na Reitoria da Universidade do Porto. É a primeira vez que a U.Porto premeia as melhores comunicações orais e por poster apresentadas no evento que, desde 2008, dá aos mais jovens investigadores da instituição– estudantes de 1.º e 2.º ciclo, nacionais e internacionais  – a oportunidade de apresentarem publicamente os projetos de investigação que desenvolveram ao longo do último ano.

Dos mais de 850 estudantes que participaram na edição deste ano do IJUP, foram distinguidos 36 – 13 dos quais com menções honrosas – pelo mérito na investigação jovem (consultar lista completa). A recebê-los na Reitoria esteve Maria João RamosVice-Reitora para a Investigação e Desenvolvimento da U.Porto, que começou por partilhar com os estudantes a sua paixão pela investigação. “Eu gosto muito de investigação. A investigação pode ser posta ao serviço da sociedade e toda ela é importante. Não podemos ter investigação aplicada sem ter tido antes investigação fundamental. É claro que o resultado final é como no futebol: quem marca o golo é quem nós vemos melhor, mas o jogo é todo importante. Estamos aqui para premiar quem marcou o golo”, explicou a docente.

Os estudantes concordam com a posição de Maria João Ramos sobre o papel da investigação. “A investigação é o que nos faz avançar. Acho que Portugal tem neste momento um dos melhores centros de investigação, o i3S. Pensar no futuro é um bom investimento”, salientou Luís Póvoas, estudante distinguido pela comunicação por poster que apresentou na área das Ciências Biológicas. Também Lídia Rocha, estudante que arrecadou o mesmo prémio, considera a investigação “muito importante para que a sociedade continue a avançar e a progredir”.

O IJUP 2018 decorreu no Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina, espaço que, ao longo de três dias (7 a 9 de fevereiro), foi palco de uma «maratona» de apresentações orais e apresentações em poster de várias áreas científicas, a cargo dos mais jovens investigadores da U.Porto. Os estudantes premiados aclamam o projeto. “É uma oportunidade para mostrar o meu trabalho e começar a integrar estes ambientes e melhorar competências”, explica Lídia Rocha. Luís Póvoas concorda, mas acrescenta que é importante “trazermos o nosso nome à ciência”.

Após agradecer a toda a equipa envolvida na produção da 11.ª edição do IJUP, Maria João Ramos, relembrou que “esta é a primeira edição em que estamos a dar prémios”, numa tentativa de melhorar gradualmente a iniciativa a cada edição. “Para o ano possivelmente, se todos aderirem, será melhor”, remata a responsável.

Lídia Rocha valoriza o prémio, mas destaca o papel da participação: “A participação é o mais importante porque nos dá a experiência, mas claro que o prémio dá-nos motivação para continuar”. Contudo, há ainda trabalho a fazer. “Receber um prémio é muito bonito, mas há muito trabalho a seguir para levar a investigação a bom porto”, explica Luís Póvoas.

A edição de 2018 do IJUP dá-se assim por concluída, com a promessa de voltar no próximo ano letivo. Os estudantes aconselham a experiência. “É uma mais-valia para estarmos à vontade a falar em público e perdemos alguns medos”, explica Lídia Rocha. “Aconselho a quem queira participar que continue a trabalhar e a esforçar-se”, afirma Luís Póvoas.

Entrega de certificados IJUP 2018