U.Porto apoia formação para estudantes de medicina em Moçambique

No total, mais de 100 estudantes e médicos vão receber formação gratuita em Moçambique.

Partem para Moçambique no dia 10 de julho, com uma missão: apoiar a formação gratuita de docentes, estudantes e médicos na área da cirurgia pediátrica e dentária. Promovida pela Health4Moz, uma Organização Não Governamental (ONG) de Desenvolvimento criada em 2013 no Porto para apoiar a formação de docentes em Moçambique, a iniciativa conta com o apoio do Centro Académico Clínico ICBAS-CHP, a Faculdade de Medicina Dentária da U.Porto, o Serviço de Cirurgia Pediátrica do Centro Maternoinfantil do Norte e da Universidade do Porto – Departamento de E-Learning.

Tudo começou em fevereiro, com a implementação do sistema de ensino teórico à distância. Com o apoio da U.Porto, foi criada uma plataforma que permitiu que os cerca de 60 alunos moçambicanos registados tivessem acesso a oito módulos preparados por profissionais do Centro Hospitalar do Porto e ICBAS. Esta fase, concluída a 27 de maio, significou a introdução a uma disciplina que não faz parte do currículo das universidades moçambicanas.

Chegados a Nampula e Beira, os 11 especialistas vão ensinar a 40 alunos, atualmente a frequentarem a disciplina de pediatria na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Lúrio (UniLúrio), em Nampula (norte do país) e no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande, na Beira (centro do país). O objetivo é abordar os conteúdos práticos, no sentido de melhorar as técnicas de cirurgia pediátrica, e a intervenção em áreas como o diagnóstico, abordagem, intervenção, tratamento e prognóstico da patologia.

Também nesta missão, participam dentistas portugueses e o especialista holandês, Professor Jo E. Frenchen, para ensinar uma técnica por si desenvolvida: Atraumatic Restorative Treatment / Caries Assessment Spectrum and Treatment. Trata-se de um modelo inovador que permite o tratamento de cáries de uma forma não invasiva, utilizando menos instrumentos e material, não sendo necessária anestesia ou que a intervenção seja feita no consultório de um dentista. No total, participam na formação cerca de 70 alunos finalistas de medicina dentária e médicos dentistas pertencentes às cidades da Beira e Nampula. Durante a missão, os médicos dentistas portugueses vão avaliar e tratar cerca de 600 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos.

O regresso está marcado para dia 15 de julho.