Que podemos ler nas imagens que nos rodeiam?

@futureplaces2013 (Foto: Luís Barbosa)

“Imagens de Impasse, Conversas de Transformação” é o tema do segundo encontro multidisciplinar “Imagens We Read / Imagens Que Lemos”, um ciclo de três tertúlias organizadas pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), pela Faculdade Belas Artes (FBAUP) e pelo Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a decorrer de maio a junho de 2014, no Pólo das Indústrias Criativas do UPTEC.

Tal como na primeira conferência, realizada a 1 de novembro de 2013 –  no âmbito do festival futureplaces –  e focada nas representações visuais da prática científica, este segundo encontro “Images We Read / Imagens Que Lemos” toma as imagens como pretexto de uma discussão em torno de aparentes impasses atuais, em três territórios em particular – ciência, cidadania e cultura – bem como de possíveis vias de transformação.

“Que podemos ler nas imagens que nos rodeiam, passível de diagnosticar impasses e propor resoluções?” é a pergunta de partida desta iniciativa comissariada por Maria Strecht Almeida (ICBAS) e Heitor Alvelos (FBAUP e  ID+). Assim, cada sessão será centrada numa imagem (ou conjunto de imagens) e desenrolar-se-á, em tom informal, com contribuições de convidados de áreas do conhecimento diversas, continuando a abordagem multidisciplinar do primeiro encontro.

Na primeira sessão, a realizar-se às 18h00 do dia 15 de maio, uma representação de um microarray de DNA – imagem icónica das ciências da vida e da biomedicina contemporâneas – será a referência de um debate conduzido por Alexandre Quintanilha (ICBAS e IBMC) e Paula Silva (FMUP e IPATIMUP) sobre dificuldades e relevância do diálogo ciência-sociedade. Este tipo de representação ilustra perfis de expressão de genes até ao nível do genoma; desse modo, a informação que contém pode, por exemplo, relacionar-se com o risco de desenvolvimento de certas patologias num determinado indivíduo. Quais os desafios da percepção e comunicação do risco serão possivelmente alguns dos pontos debatidos nesta tertúlia.

A segunda sessão do ciclo realiza-se a 29 de maio, com os oradores convidados Álvaro Domingues (FAUP) e Ana Raquel Matos (CES), que irão discorrer sobre “Mitologias e mobilização social: uma incapacidade propositiva?”. A terceira e última sessão irá decorrer 12 de junho, sob o tema “Idiomas pop: limites da derivação e da fetichização”.

O programa completo e informações complementares sobre este ciclo podem ser consultadas em http://imagesweread2.wordpress.com/.