Professoras da FCNAUP criam Roda da Alimentação Mediterrânica

Aula FCNAUPO aspeto é semelhante ao da tradicional Roda dos Alimentos mas, neste caso, são valorizados aspetos como a Cultura, a Tradição e o Equilíbrio. São esses os três “ingredientes” principais da Roda da Alimentação Mediterrânica, um projeto desenvolvido por uma equipa de investigadoras da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e a mais recente “arma” lançada pela Direção Geral da Saúde para promover uma alimentação saudável junto do população.

Liderada pelas docentes da FCNAUP Sara Rodrigues e Bela Franchini, a construção da  Roda teve início em setembro de 2015, envolvendo a estreita colaboração da Direção-Geral do Consumidor e a auscultação de peritos de diferentes áreas e instituições. Seguiu-se um processo de diálogo com elementos da área de design, no sentido da concretização de uma representação gráfica atrativa e clara da mensagem a transmitir. O Cartaz da Roda da Alimentação Mediterrânica, apresentado no passado dia 8 de junho, é o culminar de todo este processo.

Com este novo guia alimentar que assenta na nova Roda dos Alimentos, pretende-se então promover e valorizar a alimentação mediterrânica junto da população portuguesa, salientando não só a componente alimentar, mas também os elementos inerentes ao seu estilo de vida.

Roda da Alimentação Mediterrânica

O Cartaz da Roda da Alimentação Mediterrânica foi apresentado no passado dia 8 de junho. (clicar para aumentar)

Em forma de roda (que reflete o prato e o convívio mediterrânico à volta da mesa) e não de pirâmide, esta representação gráfica evidencia os alimentos mediterrânicos mais relacionados com o padrão português em cada um dos seguintes grupos: óleos e gorduras (azeite/azeitonas – alimento e respetivo fruto de origem); hortícolas (cebola, alho, couve galega, grelos, tomate, pimentos, beldroegas…); fruta (melão, figo, ameixa, laranja, tangerina, nêspera, romã…); cereais, tubérculos, frutos amiláceos (batata doce, castanha, massa e arroz integrais, flocos de aveia, pão de centeio, broa…); carne, pescado e ovos (peixe, em especial sardinha, carapau, cavala, atum…); laticínios (queijo e iogurte); e leguminosas (todas).

A Roda apresenta ainda duas mensagens relativas a consumos fortemente associados ao Padrão Alimentar Mediterrânico (PAM): os frutos gordos e o vinho. E se no que toca aos frutos  há um apelo à sua ingestão, já no que que respeita ao vinho o conselho passa por um consumo moderado e às refeições, destacando-se a proibição a crianças, adolescentes, grávidas e aleitantes.

De resto, as investigadoras apelam à preferência pela proveniência local dos alimentos, à incorporação de ervas aromáticas como veículo de maior sabor em detrimento do abuso do sal de adição, à utilização da gastronomia saudável e de técnicas culinárias sadias tradicionais, como sopas, ensopados e caldeiradas; à inserção da confeção dos alimentos no quotidiano através da partilha com família e amigos; e ao combate ao sedentarismo pelo incremento ao tempo dedicado a atividades de lazer.