Produtos de mirtilos melhoram resposta glicémica

O mirtilo é conhecido pela sua riqueza em antioxidantes, vitamina C e sais minerais.

A presença de mirtilos em formulações (tisanas, compotas e iogurtes) baixa a resposta glicémica. Este é um dos principais resultados do projeto Myrtillus, promovido pela Mirtilusa com a colaboração da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e de outras instituições de ensino superior, cujas conclusões foram apresentadas no passado dia 28 de fevereiro, em Sever do Vouga.

Conceição Calhau, investigadora do Departamento de Bioquímica da FMUP e do CINTESIS envolvida no projeto, explica que “o mirtilo, para além de ser conhecido pela sua riqueza em antioxidantes, vitamina C e sais minerais como magnésio, cálcio, fosforo e ferro, é também frequentemente associado à manutenção de níveis mais baixos de açúcar no sangue”. Assim sendo, o projeto Myrtillus estudou a resposta glicémica de indivíduos após a ingestão de formulações à base de mirtilo e verificou-se que, de facto, estas formulações induzem uma melhor resposta glicémica por comparação com o teste controlo (ausência de mirtilos).

A investigação demonstrou, ainda, que a concentração de compostos benéficos para a saúde varia de acordo com o tipo de cultivo e estado de maturação do fruto. Quando o mirtilo amadurece, dá-se uma diminuição do teor em clorofila e aumenta o teor em antocianinas (pigmentos naturais que têm propriedades antioxidantes) e em açúcares.

O projeto permitiu, desta forma, o desenvolvimento de uma nova linha de produtos funcionais derivados do mirtilo e dos seus subprodutos. Estes ingredientes ou alimentos ricos em antioxidantes são direcionados ao controlo ou prevenção de doenças que envolvem a degeneração celular, que tem como consequência direta mais comum o envelhecimento celular.