Porto Business School é a primeira escola portuguesa com certificação LEED GOLD

Novas instalações Porto Business SchoolAs novas instalações da Porto Business School, escola de negócios da Universidade do Porto, inauguradas em dezembro de 2013, acabam de receber a certificação LEED – Leadership in Energy & Environmental Design na categoria GOLD, certificação concedida pelo United States Green Building, que define as boas práticas internacionais de sustentabilidade ambiental e avalia o desempenho dos edifícios ao nível da energia, água, impacto local, materiais e resíduos e qualidade do ambiente interior. A Porto Business School é agora a primeira escola portuguesa, e a segunda da península ibérica, a atingir este nível de certificação, juntando-se a um número restrito de escolas internacionais como Harvard, MIT, Columbia e Stanford.

“Pautado pela modernidade e inovação, o novo edifício é sinónimo de mudança da própria escola. O nosso posicionamento internacional, na Porto Business School, exige que estejamos na vanguarda a todos os níveis. Até agora, existiam apenas quatro edifícios com certificação LEED em Portugal. A Porto Business School é assim a primeira escola portuguesa e o maior edifício escolar da Europa com esta certificação, de extrema importância para o reforço do prestígio junto da comunidade nacional e internacional”, realça Nuno de Sousa Pereira, dean da escola.

As questões de sustentabilidade e de eficiência definiram as opções no desenho dos espaços – interior e exterior – e influenciaram algumas das escolhas no projeto de arquitetura e no decurso da obra. A título de exemplo, a criação de um lago artificial permite a recolha de águas pluviais e o aproveitamento de água de um curso natural existente no terreno, permitindo alcançar uma poupança total de água para rega de cerca de 70% e evitando custos com irrigação de cerca de 6,5 mil euros/ano. A seleção de equipamentos sanitários de baixo consumo e o reaproveitamento de águas dos lagos para descargas sanitárias resultam na redução de 55% do consumo de água potável nos sanitários. Estas duas medidas combinadas permitem reduzir drasticamente o consumo de água potável.

Os lagos têm também um papel importante na minimização do impacto no ambiente circundante. Ao permitir a gestão das águas pluviais, através da drenagem das águas, minimiza-se a ocorrência de inundações nas ruas e edifícios vizinhos. O edifício ocupa apenas 50% da área do site, sendo os restantes 50% constituídos por um parque, com todas as mais-valias que um espaço verde traz a um Centro Urbano.

Entre as várias medidas adotadas, contam-se também a instalação de sistemas de ar condicionado de máxima eficiência e sistemas de iluminação “inteligente”, que se ajustam em função da intensidade de luz natural e da ocupação do espaço. No desenho do edifício, as palas e vidros instalados constituem a melhor opção solução para controlar o calor da radiação solar, sem redução da luz natural. Estas e outras opções de projeto e equipamentos permitiram reduzir em 15% o consumo energético deste edifício, face às melhores referências internacionais para um edifício deste tipo

Os critérios da certificação LEED GOLD têm em conta a utilização eficiente dos recursos não renováveis e também a minimização dos impactos ambientais no local onde se insere. A escolha de materiais reciclados, de origem local, e produtos sem químicos nocivos, bem como a reciclagem ou reaproveitamento de mais de 90% dos resíduos produzidos com a obra, são outro dos aspetos tidos em conta pela LEED – Leadership in Energy & Environmental Design, que garantiram à escola a certificação na categoria GOLD

A Porto Business School pretende ser uma referência nas questões de mobilidade e sustentabilidade ambiental, sendo que a localização escolhida favorece a utilização de transportes públicos. A acrescentar a isto, o projeto contempla lugares para bicicletas protegidos de intempéries, e espaços para carros com baixo índice de emissão de CO2.

As novas instalações da Porto Business School resultam de um investimento de 15 milhões de euros e o projeto é co-financiado pela União Europeia, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013, ao abrigo do programa ON.2 – O Novo Norte. Os fundos comunitários do QREN resultam em 80% financiamento do projeto, correspondente a cerca de 11 milhões de euros.