Plataforma de Educação para a Saúde METIS completa um ano

Plataforma reúne mais de cem artigos sobre Saúde, numa linguagem simples e acessível

A METIS – Educação para a Saúde, uma plataforma online que congrega artigos sobre saúde numa linguagem clara e acessível, acaba de completar um ano de atividade.

Liderado por Paulo Santos, este projeto do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços da Saúde (CINTESIS) e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) já fez publicar mais de cem artigos sobre “todos os assuntos na área da promoção e da educação para a saúde”.

Desde informações sobre vacinação, stress, tosse convulsa, depressão…são muitos os tópicos de saúde que já foram explorados nesta plataforma. “Tentamos desconstruir temas importantes com impacto na vida e na saúde dos cidadãos de forma a melhorar o acesso à informação. Por outro lado, é também um canal de comunicação direto em que o cidadão poderá gerar uma pergunta (dúvida) que será objeto de uma resposta. Esta resposta poderá também interessar a outras pessoas e poderá ser incorporada no repositório (foi assim que se construiu o artigo sobre o vírus Zika, por exemplo)”, explica o investigador do CINTESIS.

O objetivo do projeto é claro: “melhorar a literacia dos leitores”, ou seja, a capacidade de obter, processar e entender a informação básica em saúde, bem como o conhecimento dos serviços necessários para fazer escolhas informadas. Nesse âmbito, a plataforma funciona ainda como “um repositório de artigos de educação para a saúde, mantendo uma linguagem clara e acessível à população, maioritariamente pouco habituada ao jargão e sobretudo ao raciocínio médico”.

Paulo Santos, que é também professor do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da FMUP, explica que a ideia surgiu no âmbito “dos múltiplos projetos de promoção e educação para a saúde que foram orientados com os estudantes de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina, onde fomos amadurecendo a ideia de poder vir a concretizar um projeto abrangente que pudesse criar valor para a população em termos de melhorar conhecimentos, aptidões e atitudes que possibilitem melhores opções e portanto melhor saúde”.

Com mais de 100 artigos publicados, o METIS tem beneficiado de colaboração de múltiplos autores, tais como estudantes de Medicina, médicos internos e especialistas de Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e Pediatria, e enfermeiros. Mas está “aberto a todos quantos queiram colaborar e que aceitem os princípios de rigor científico e da simplicidade de discurso”, esclarece Paulo Santos.

“Esta é uma contribuição que julgamos válida e o feedback que vamos tendo aponta também nesse sentido. As pessoas que consultam o nosso site notam que há uma preocupação muito grande no rigor e isso é uma marca que queremos preservar pois é distintiva em relação a outros projetos com que nos vamos cruzando no ambiente da net”, finaliza o investigador do CINTESIS.

Construída em 2015 com financiamento atribuído pela Fundação Calouste de Gulbenkian, a plataforma foi para o “ar” no dia 17 de janeiro de 2016, a par do lançamento de uma página no Facebook e mais tarde de um grupo no Linkedin.