Ricardo Campos

No mundo dos sonhos, Ricardo Campos seria o inventor do teletransporte. No mundo real, contudo, este investigador do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) do INESC TEC  dedica-se a pensar e desenvolver formas inovadoras de pesquisa de informação na Internet. Um desses projetos, nascidos no âmbito do doutoramento em Ciência de Computadores pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), valeu-lhe recentemente a conquista do Fraunhofer Portugal Challenge 2013, na categoria de Doutoramento.

Natural da Covilhã, Ricardo Campos iniciou o seu percurso académico na Universidade da Beira Interior, onde concluiu a licenciatura e, mais tarde, o mestrado. Já no Porto, desmultiplicou-se entre o INESC TEC e a FCUP, onde viria a desenvolver o projeto – “Disambiguating Implicit Temporal Queries for Temporal Information Retrieval Applications” – que pretende otimizar a pesquisa de informação na Internet, oferecendo uma contextualização temporal aos resultados apresentados. O trabalho agora distinguido pelo Fraunhofer AICOS foi orientado pelo coordenador do LIAAD/INESC TEC Alípio Jorge e por Gael Dias, da Universidade de Caen – França.

Com 15 comunicações apresentadas em conferências internacionais e dois livros publicados, o também professor do Instituto Politécnico de Tomar é ainda autor de 14 artigos em conferências internacionais.

Naturalidade?

Covilhã.

–  De que mais gosta na Universidade do Porto?

Aprecio os níveis de exigência praticados pela Universidade do Porto, os quais têm permitido a sua afirmação em termos nacionais e internacionais nos vários domínios científicos. A Universidade oferece uma diversificada oferta de unidades de investigação de excelência. A possibilidade de integrar o LIAAD, uma das unidades associadas do Laboratório Associado INESC TEC, representa uma grande oportunidade para qualquer investigador em início de carreira. Depois, gosto da cidade do Porto. Da interação que a cidade tem com o rio e com o mar. Visto de fora, o Porto é uma cidade cosmopolita e contagiante!

–  De que menos gosta na Universidade do Porto?

Sob o ponto de vista de estudante de doutoramento não consigo apontar nada de que goste menos. Pelo contrário, gostaria de salientar a excelência dos serviços administrativos (Paula Marques – Secção de Pós-Graduação da FCUP e Alexandra Ferreira – Departamento de Departamento de Ciência de Computadoresda FCUP), sempre solícitos na resolução dos problemas que foram surgindo. Para alguém que exerce a sua atividade profissional fora do Porto, como é o meu caso, esse é um fator de elevada importância que nos ajuda a manter focados nos nossos objetivos.

–  Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

A aposta em cursos ministrados através de plataformas e-learning.

–  Como prefere passar os tempos livres?

Junto da minha família e dos meus amigos, a ler e a viajar. Sou um apaixonado por viagens. Adoro conhecer pessoas novas, de outras culturas.

–  Um livro preferido?

Gosto de ler romances históricos e história política. Apontaria “Filipa de Lencastre”, de Isabel  Stilwell, e “Pós-Guerra – História da Europa desde 1945”, de Tony Judt.

–  Um músico / disco preferido?

Metallica e Pearl Jam.

– Um prato preferido?

Polvo à Lagareiro.

–  Um filme preferido?

Slumdog Millionaire (talvez influenciado pelo facto de ter estado recentemente na Índia).

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Realizada: Ao Hawaii, apesar da ameaça de tsnunami. 🙂

Por realizar: São Francisco.

–  Um objetivo de vida?

Continuar a trabalhar naquilo que mais gosto, lecionar e fazer investigação.

– Uma inspiração?

“A dúvida é o princípio da sabedoria.” – Aristóteles.

–  Uma descoberta que gostasse de fazer?

O Teletransporte. Mas em princípio não deverá ser possível, dado que está fora da minha área científica. 🙂