Paulo Silva

Paulo Silva (Pessoa)

Paulo Silva é natural do Porto, tem 19 anos e frequenta o 2.º ano do curso de Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto( FPCEUP). Um jovem normal, não fosse o primeiro e único português no “top 150” mundial do “Pi World’s Ranking List”, lista que reúne aqueles que, a nível mundial, se destacam na “arte” de memorizar as casas decimais do “número definitivo”.

Foi a 14 de novembro de 2014 que Paulo recitou 424 casas decimais de Pi no Laboratório de Psicologia Experimental da FPCEUP, feito que lhe vale a 144.ª posição no Pi World’s Ranking List. Qual o segredo? Para memorizar as casas decimais, o estudante os decorou blocos de números que terminassem da mesma forma, em vez de decorar cada número isoladamente. Memorizar “como se fosse um número de telemóvel” ou “como resultados de um jogo de futebol” foram outras técnicas utilizadas.

Para Paulo, ser estudante de psicologia contribui para o treino de memória principalmente “devido ao estudo que se faz da memória em si ao longo do curso. São várias as unidades curriculares em que este ponto é estudado, havendo até uma UC denominada “Psicologia da Memória”, onde estudamos, por exemplo, os melhores processos para a memorização: Talvez seja esta a pequena “ajudinha” que advém do nosso curso para o treino da memória.”

O interesse em memorizar surgiu “por acaso, numa aula em que o Professor Doutor Amâncio Pinto nos apresentou uma lista com as primeiras 50 casas decimais de pi, e pediu para decorarmos o máximo possível em 10 minutos. Na altura consegui decorar as 50, e a partir daí tudo fluiu. Acabei por achar todo o processo interessante, e depois de conhecer uma área de competição que há uns tempos nem fazia ideia existir decidi tentar a minha sorte”, aponta o estudante, cujo objetivo agora é continuar o treino de memorização e, eventualmente, subir no ranking.

– De que mais gosta na U.Porto?

Da qualidade inegável do ensino, que mobiliza estudantes de todos os pontos do país e de vários outros países, além de todas as oportunidades que propicia aos alunos, seja a nível de organizações, voluntariado ou prática desportiva.

– Do que menos gosta na U.Porto?

Da distância entre as faculdades, fazendo transparecer uma ideia de isolamento, e de existir talvez ainda demasiada burocracia e morosidade nos diversos serviços administrativos.

– Ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Fomentar uma maior partilha e conectividade entre as diversas faculdades, através de iniciativas que juntassem as diversas áreas da U.Porto. Além disso, penso que talvez devesse haver uma maior ligação à “prática” em vez de se focar tanto na “teoria”, nomeadamente podendo-se aproximar mais os estudantes da realidade do seu (possível) futuro emprego.

– Como prefere passar os tempos livres?

Conversar, sair, ouvir música, andar pela Natureza, e principalmente ver e praticar muito desporto

– Um livro preferido.

Qualquer livro de Mário Zambujal: “Primeiro as Senhoras”, por exemplo, é um de que gosto bastante.

–  Um prato preferido.

Esta é bem difícil, mas talvez pizza ou picanha

– Um disco preferido.

“Hopes and Fears” dos Keane

  Um filme preferido.

Gosto de sagas, como “Scary Movie”, “Harry Potter” ou (e principalmente) qualquer filme do 007, mas “Revólver” foi também um dos melhores filmes que já vi.

 Uma viagem de sonho.

Seria ver Itália como deve ser, de uma ponta à outra, ou talvez Madagáscar.

Uma inspiração.

Escolha difícil, pois quer pessoas do meu dia-a-dia, quer pessoas mais reconhecidas como Robert Herjevac são fontes de inspiração. Mas destaco talvez uma citação de Fernando Pessoa: “O mundo é para quem nasce para o conquistar//E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.”