Luís Miguel Rocha

Quando não está à volta dos livros de História, curso que frequenta na Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), Luís Miguel Rocha “diverte-se” a escrever best sellers a nível mundial. Tanto que, recentemente, tornou-se no único escritor português contemplado na lista de best sellers do New York Times com “O Último Papa”, livro que aborda a morte do Papa João Paulo I e que vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo.

Este é o segundo dos seis livros assinados pelo autor e, tal como os restantes, tem o Vaticano como pano de fundo. Foi aliás quando começou a investigar a história da Igreja  que Luís Miguel Rocha achou que precisava de aprofundar os seus conhecimentos históricos. Decidiu, em 2011, entrar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) para a licenciatura em História.

Luís tem 37 anos, nasceu e vive no Porto, depois de dois anos em Londres. Já foi repórter de imagem, tradutor e guionista. Neste momento dedica-se exclusivamente à escrita.

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da história, da excelência, das pessoas, do ambiente, da personalidade. Todas as Universidades têm o seu espírito mas o da UP é único. Estou grato por ter a oportunidade de estudar numa das universidades europeias de referência.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

De ser tudo tão rápido. Não é algo intrínseco à UP mas não gosto de Bolonha. Acho que um curso deve levar o seu tempo a tirar. 6 semestres é muito pouco tempo. Coloca-nos a nós, estudantes, a correr para tentar apreender a matéria que os professores debitam e que, por sua vez, é apenas que podem mencionar num tão curto espaço de tempo. Todo o ensino perde com este método.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Não sei se melhoraria mas poderíamos experimentar um diálogo entre os vários cursos lecionados na UP. Parece um absurdo mas penso que ganharíamos todos se partilhássemos experiências. Talvez até encontrássemos objetivos comuns ou novos caminhos.

– Como prefere passar os tempos livres?

Por deformação profissional gosto muito de ler e depois passear, cinema, jantar com amigos (também os da faculdade), viajar, conversar…

– Uma viagem de sonho?

Quero muito ir ao Oriente: Japão, China e também Austrália e Nova Zelândia.

– Um livro preferido?

Arthur & George de Julian Barnes. Um portento.

– Um disco preferido?

Sou um inculto musical.

– Um prato preferido?

Não tenho um prato preferido. Gosto de comer.

– Um filme preferido?

Também não tenho. Tenho uma memória terrível. Mesmo que algum filme me marque acabo por esquecer-me. Isso acontece com tudo, também com os livros.

– Uma inspiração?

A vida. Tudo o que me rodeia. Não acredito nada que este mundo seja caótico.

– Um objetivo?

Ser livre. Ninguém o é por isso gostaria de experimentar.