Jorge Polónia

Jorge Polónia, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e investigador do CINTESIS detinha, até há pouco tempo, 19 prémios científicos no seu currículo. Contudo, este número subiu recentemente para vinte. No passado mês de fevereiro, o docente foi agraciado com o Prémio Fernando Pádua de Hipertensão Arterial 2014  pelo Melhor Trabalho Apresentado no 8.º Congresso de Hipertensão e Risco Cardiovascular da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

Licenciado e doutorado pela FMUP e com especializações em Farmacologia Clínica e Medicina Interna, Jorge Polónia é atualmente coordenador na Unidade de Farmacovigilância do Norte, Consultor de Medicina e Hipertensão do Hospital Pedro Hispano, professor associado do departamento de medicina na FMUP e professor catedrático convidado na Universidade de Aveiro.

É na FMUP que o docente desenvolve o seu estudo pioneiro sobre hipertensão e consumo de sal em Portugal (estudo PHYSA), sendo esta a sua principal área de investigação. Através do seu trabalho, Jorge Polónia pretende “identificar os fatores modificáveis que determinam o excesso de mortalidade por AVC em Portugal”, alcançando desta forma um dos seus objetivos de vida: contribuir para soluções que permitam promover a saúde.

Naturalidade?

Porto.

Idade?

61 anos.

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

A ela pertencer. Entre outras razões a satisfação da entrega e de responsabilidade dos docentes, a constatação do orgulho dos alunos de dela fazerem parte e a permanente exigência e justiça na avaliação.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

A confusão do trânsito e dificuldade de parqueamento no pólo universitário. A obrigatoriedade de pagamento do parque de estacionamento no nosso local de trabalho.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Acesso gratuito e imediato às principais revistas científicas sem embargos de 1, 2 anos. A situação atual de acesso limitado a revistas fundamentais é urgente ser revertida.

– Como prefere passar os tempos livres?

No dia-a-dia, andando de bicicleta, tocando violão e entretendo-me com modelismo naval em madeira. Em férias, com a prática do ski na neve e do windsurf no mar.


– Um livro preferido?

Cem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Márquez criador do Realismo Mágico e como eu, filho de um Farmacêutico.

– Um disco/músico preferido?

“Construção” , de Chico Buarque.

– Um prato preferido?

Lampreia a bordalesa feita por mim.

– Um filme preferido?

Difícil escolha, mas junto o “Deer Hunter” e a série do “Godfather”.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)? 

Uma semana há cinco anos na Ilha Matemo do Arquipélago das Quirimbas, Moçambique. Algo inesquecível numa aproximação ao Paraíso.

– Um objetivo de vida?

Deixar seguidores de uma escola de pensamento e investigação médica e ter contribuído para soluções que permitam promover a saúde.

– Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

Professores Walter Ossvald e Manuel Teixeira da Silva. Também o meu Professor Primário Silvino Carvalho Araújo. Para inspirar criatividade, o Requiem de Mozart.

– Uma descoberta que gostasse de fazer?

Identificar os fatores modificáveis que determinam o excesso de mortalidade por AVC em Portugal relativamente a outras causas. Já estivemos mais longe neste percurso.

– Uma ideia para promover a qualidade da investigação médica na U.Porto?

Que uma parte dos subsídios à investigação sejam atribuídos como compensação da qualidade dos trabalhos científicos que se vão publicando. Isto é, estabelece-se um ranking de qualidade das revistas onde os trabalhos dos investigadores são publicados e pondera-se a responsabilidade e contribuição do investigador. Seguidamente o investigador obtêm uma bolsa que lhe irá permitir realizar novos trabalhos. Para cada publicação há uma compensação monetária. Assim, as provas dadas servem de garantia da sua continuidade (este método já existe noutros países).