Jorge Viterbo Ferreira

Jorge Ferreira (Pessoa)Dizer que “a vida é como um jogo de xadrez” é muito mais do que um cliché batido no mundo de Jorge Viterbo Ferreira. Com apenas 20 anos, este estudante de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) é um dos melhores jogadores portugueses de Xadrez da atualidade, modalidade em que é campeão nacional e Mestre Internacional. Pelo meio., já somou várias medalhas com as cores da Universidade…

Com um currículo recheado de vitórias, Jorge Ferreira é Campeão Nacional por Equipas da 1ª Divisão e Vice-Campeão Nacional Individual. Em 2012, foi o jogador mais novo da equipa que representou Portugal nas Olimpíadas. O maior “título” chegou contudo no verão de 2013, quando, com apenas 19 anos, conquistou o título de Mestre Internacional numa competição onde marcaram presença algumas lendas do Xadrez, como Vladimir Kramnik, ídolo de João.

Mas no tabuleiro da vida de Jorge Ferreira há ainda muitos “xeque-mates” por dar. Depois de uma primeira experiência no mundo da Física, curso que o trouxe à Faculdade de Ciências da U.Porto em 2012,  o atual jogador do Grupo Desportivo Dias Ferreira mudou-se para a Filosofia, onde procura a inspiração para “desempenhar um pequeno papel no desenvolvimento intelectual do mundo”. Para além disso, conta “com o apoio incondicional da família” para chegar a Grande Mestre Internacional de Xadrez, título que falhou por pouco em outubro do ano passado.

Em paralelo, Jorge vem também somando conquistas no desporto universitário, em representação da Universidade do Porto. Atual bicampeão nacional nacional universitário de xadrez (rápidas), soma uma participação nas Universíadas de Verão (Kazan 2013)

Idade?

20 anos.

Naturalidade?

Porto

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

A Universidade do Porto é dos melhores sítios do país para praticar desporto universitário, disponibilizando uma formação académica de excelência aos seus estudantes.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

No meu caso particular, sinto que a Licenciatura em Filosofia vive de tal forma isolada curricularmente das outras áreas de estudo que não se torna um curso apelativo para novos estudantes nem satisfatório para estudantes atuais.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Mais uma vez falando do meu caso particular, sugeriria pelo menos a opção de escolher unidades curriculares opcionais de outras faculdades da U.Porto, coisa que não é possível atualmente, sendo que a meu ver a melhor maneira de tornar a formação universitária na área das humanidades apelativa no panorama atual seria criar um sistema de minors em que o estudante não sentisse que a decisão de entrar num curso da área das humanidades é uma espécie de decisão definitiva com todas as restantes disciplinas científicas.

– Como prefere passar os tempos livres?

Praticar exercício físico.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Jogar um circuito de torneios na Rússia e noutros países da ex-URSS.

– Um livro preferido?

Livro de Crónicas, de António Lobo Antunes.

– Um disco preferido?

Rattle and Hum dos U2.

– Um prato preferido?

Arroz de Cabidela da minha avó.

– Um filme preferido?

“Reservoir Dogs” (“Cães Danados”).

– Uma inspiração?

Os filósofos John Hawthorne e Timothy Williamson, pelo seu trabalho.

– Um objetivo na vida?

Desempenhar um pequeno papel no desenvolvimento intelectual do mundo, seja ele qual for.

– O xadrez porque…

Foi a primeira e mais forte curiosidade intelectual da minha vida até ao momento. Espero que continue e que possa encontrar mais algumas.

– Quais os objetivos a médio prazo?

Chegar a Grande Mestre no Xadrez e encontrar um projeto comparavelmente interessante na minha vida académica.