Joaquim Silva Gomes

Joaquim Silva Gomes (Pessoa)Licenciado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) em 1971 e com um mestrado e doutoramento pelo UMIST (Universidade de Manchester, Reino Unido), Joaquim Silva Gomes é Professor Catedrático da FEUP desde 1988 e desde cedo mostrou o seu interesse pelo ensino e investigação, sobretudo nas áreas de Mecânica Experimental e Mecânica dos Sólidos.

Em 1986, esteve envolvido na criação do Instituto de Investigação e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), o qual presidiu por mais de 12 anos. Foi membro da direção da FEUP entre 1984 e 1989 e diretor do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da FEUP de 1999 a 2002.

Foi ainda Coordenador da Comissão de Voluntariado da Universidade do Porto, entre 2010 e 2014 e Presidente da EpDAH-Engenharia para o Desenvolvimento e Assistência Humanitária (ONGD), entre 2008 e 2015.

Com a sua mulher, companheira de todos os momentos, na conferência M2D2015, em julho 2015

Com a sua mulher, companheira de todos os momentos, na conferência M2D2015

Aposentado desde março de 2011, Joaquim Silva Gomes continua a dar uma contribuição regular à Universidade do Porto e ao INEGI, como consultor científico, organizador de conferências e promotor de Acções de Cooperação para o Desenvolvimento, particularmente com Moçambique.

Em julho de 2014 recebeu o prémio EURASEM Award of Excellence 2014, atribuído pela European Society for Experimental Mechanics, for Major Contributions to the Experimental Mechanics Community e em março de 2016 foi-lhe atribuído o título de Professor Emérito da Universidade do Porto, sendo-lhe confiada a tarefa de contribuir para a consolidação da investigação em Mecânica Experimental do DEMec e para o alargamento da colaboração com a Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.

Inseparável da sua mulher, companheira de todos os momentos, inspira-se também nos seus pais, pela sua postura na vida e pelos valores que lhe transmitiram.

Naturalidade?

Vila Nova de Gaia.

Idade?

68 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da liberdade de atuação, responsável, no âmbito do enquadramento legal atual que é permitida aos seus docentes.

De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da burocracia que, tal como acontece com a entropia na natureza, está permanentemente a aumentar.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Acautelar melhor o reconhecimento dos seus elementos mais dinâmicos e produtivos e criar mecanismos que facilitem a renovação dos seus quadros.

Como prefere passar os tempos livres?

Com a família, a passear na praia ou a jardinar na nossa quintinha em Avintes.

Um livro preferido?

Cem Anos de Solidão, pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prémio Nobel da Literatura em 1982.  A obra narra a história de um século de solidão de uma aldeia fictícia (Macondo) e das suas gentes ao longo de sucessivas gerações, a partir do seu fundador José Arcadio Buendia.

Um disco/músico preferido?

Mrs. Robinson, pelo duo americano Simon & Garfunkel (1967). Ouvia esta canção vezes sem conta, como música de fundo enquanto estudava e redigia a minha tese de doutoramento em Manchester/Inglaterra, no início dos anos setenta.

Um prato preferido?

Para além das ameijoas que a minha mulher tão bem sabe preparar… um bom arroz de pato à antiga com queijo da serra gratinado, ou lampreia à moda do Minho.

Um filme preferido? 

A Lista de Schindler (1993), uma das melhores realizações de Steven Spielberg, escrito por Steven Zaillian, baseado no romance Schindler’s Ark escrito por Thomas Keneally.  O filme  relata de uma forma profundamente humana e realista a história fantástica de Oskar Schindler, um checo que salvou a vida de mais de mil judeus polacos durante o holocausto.

Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)? 

Frustrada que está a realização duma viagem de jeep à volta do continente africano,  acalento ainda o sonho de uma viagem à lua, na companhia da minha mulher…!

Um objetivo de vida?

Continuar ativo, em paz com toda a gente e, sobretudo, sempre de bem com a minha consciência.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

Os meus Pais, pela sua postura na vida e pelos valores que me transmitiram. A minha Mulher, pela sua generosidade, companheirismo e infinito amor ao próximo.

O projeto da sua vida…

Profissionalmente, o projeto da construção do INEGI, que vingou apesar das adversidades, e continua a ser um pólo de referência na sua área de atividade (as pessoas passam, mas as instituições ficam!…). Pessoalmente, os meus filhos, que são verdadeiramente a realização de que mais me orgulho.

O grande objetivo a cumprir através do trabalho a realizar no âmbito da atribuição do título de Emérito?

Tenho atualmente a meu cargo a coordenação do Projecto CAFEUEM, para a Capacitação da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane no ensino pós-graduado em doze áreas estratégicas para o desenvolvimento de Moçambique. Trata-se de um projeto para ser implementado em dez anos, por um consórcio constituído por seis universidades portuguesas em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane. O projeto está presentemente numa fase de angariação de financiamentos junto de instituições internacionais para um orçamento que ronda os 110 milhões de euros.