Joana Branco

Motivação. É este o “segredo” que, todos os dias, faz Joana Branco levantar-se. Seja para trabalhar, ou para pegar no barco a Remo e fazer-se à água para treinar… e ganhar. Aos 26 anos, coube a esta engenheira mecânica formada na Universidade do Porto conquistar as primeiras medalhas – ambas de ouro – para Portugal nos Jogos Europeus Universitários 2018, que decorreram de 15 a 28 de julho, em Coimbra.

Natural de Vila Nova de Gaia, Joana ingressou na U.Porto em 2009, para frequentar o Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica na Faculdade de Engenharia. “Foi um curso que gostei e que me entusiasmou, sobretudo as áreas de energia, onde acabei por tirar o meu Mestrado. Optei pelo ramo de Refrigeração, onde trabalho há cerca de 2 anos”, começa por se apresentar.

Foi também na U.Porto que Joana teve a oportunidade de aprofundar a paixão pelo Remo. Com as cores da Universidade, venceu vários títulos nacionais universitários e participou em quatro Europeus Universitários (2014, 2015, 2016 e 2018), tendo como melhor resultado a conquista de uma medalha de bronze em 2015, em Hannover (Alemanha). Até agora…

E é assim que chegamos ao dia 18 de julho de 2018, data que ficará para sempre gravada na memória da atleta e na história do desporto da U.Porto. Na sua última participação com as cores da Universidade, Joana Branco abriu o dia com a conquista da medalha de ouro na prova de skiff ligeiro individual feminino (LW1x) dos EUG2018. Horas mais tarde, acabaria por repetir o feito, desta vez em double scull (LW2x), formando equipa com Inês Oliveira, também ela estudante da FEUP. “A Universidade do Porto ainda não tinha conseguido um primeiro lugar (em finais A de remo em provas internacionais), e foi muito bom, ainda por cima por ser a dobrar”, diz.

No currículo desportivo da nova bicampeã europeia universitária destacam-se ainda 25 títulos de campeã nacional, em seniores. Aos resultados internos soma-se a participação em dois Europeus, duas Taças do Mundo e, mais recentemente, nos Jogos do Mediterrâneo, onde alcançou o 5.º lugar na prova de SingleScull Ligeiro. Também em 2018, bateu o recorde do Mundo de remo indoor, em 10 mil metros.

“Conseguir uma medalha num Europeu ou num Mundial” e, quem sabe, chegar aos Jogos Olímpicos são alguns dos sonhos que Joana ainda quer cumprir. No imediato, o futuro desta engenheira apaixonada por Remo passa, por isso, por “continuar a treinar, de forma a representar a seleção nacional e o meu Clube, Clube Naval Infante Dão Henrique”.

Naturalidade? Vila Nova de Gaia

Idade? 26 anos

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

Do espírito de entreajuda entre as pessoas.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da dimensão. Acabamos por estar na mesma dimensão que alguns dos nossos amigos e nunca os encontramos.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Vou aproveitar a deixa para falar do meu desporto. Relembrar o projeto de um centro náutico que pudesse albergar o Remo e a canoagem e ser uma referência no desporto português.

– Um filme preferido?

Million Dollar Baby.

– Como prefere passar os tempos livres?

Os meus tempos livres são maioritariamente a treinar ou a descansar, mas adoro estar com os meus amigos, jantar fora e ver filmes.

– Um livro preferido?

Ultimamente tenho lido muito pouco. Tenho que corrigir isso 🙂

– Um disco/músico preferido?

Ben Howard, Keep your head up.

– Um prato preferido?

Pizza 😍.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Este último ano consegui dar uma volta por Marrocos. Foram 4000km fantásticos. Gostaria de repetir esta experiência por outros países como Itália e Escócia.

– Uma inspiração (pessoa, livro, situação…)?

A minha inspiração são os meus objetivos e aquilo que quero alcançar. Não posso dizer que tenha uma personagem, ou situação que me inspirem. Mas sim motivação.

– Um objetivo de vida?

Fazer algo mais no remo.

– Um desejo para o Remo?

Gostava que fosse uma modalidade mais reconhecida e com um numero superior de praticantes. É uma modalidade completa a nível físico, que nos permite estar sempre em contacto com a natureza, e poucos a conhecem.