Fernando C. Schmitt

Proferiu mais de meio milhar de comunicações em encontros internacionais, assinou cerca de 400 artigos publicados em revistas científicas e integra o quadro editorial de mais de uma dezena de publicações especializadas. É assim que se abrevia a atividade científica desenvolvida por Fernando C. Schmitt desde que, em 1987, iniciou a atividade de docente universitário na Faculdade de Medicina de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil, onde nasceu.

Mas foi em Portugal que este investigador brasileiro que já viajou pelos cinco continentes desenvolveu a parte mais significativa do seu trabalho. E é na Universidade do Porto que ocupa os cargos de professor da Faculdade de Medicina (FMUP) e diretor da Unidade de Patologia Molecular do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP).

Fernando C. Schmitt tem 53 anos e dedica-se essencialmente ao estudo do cancro da mama e da citopatologia molecular. Foram as suas colaborações nesta última área que lhe valeram o Goldblatt Award 2013, atribuído pela Academia Internacional de Citologia com o objetivo de premiar o professor da FMUP pelas suas conquistas no âmbito da investigação, ensino e assistência na área da Citologia, a nível mundial.

Não foi, contudo, a primeira distinção internacional obtida pelo cientista que detém, no seu curriculum, o Prémio “Educator of the Year 2011” da Papanicolaou Society of Cytology (EUA) e o Prémio Especial ADICAM (Espanha) que lhe foi concedido no ano passado.

De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da pluralidade e das pessoas: alunos, funcionários, investigadores e docentes.

De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da burocracia e de ainda ter um metodologia de avaliação que não é capaz de reconhecer o mérito, ou quando o reconhece este não tem consequências práticas. Também seria melhor se a Universidade estivesse concentrada num só campus.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Aproximar os grupos de investigação existentes dentro da Universidade para transformá-la num polo capaz de atrair investimento e pessoas de todo o mundo. Aliviar a burocracia e reconhecer que uma Universidade além de graduar alunos tem de gerar conhecimento.

Como prefere passar os tempos livres?

Com a família. Gosto de passear a beira mar, de ler e de ver televisão.

Um livro preferido?

Cem anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez

Um músico / disco preferido?

Chico Buarque de Hollanda, um verdadeiro génio.

Um prato preferido?

Cabrito assado.

Um filme preferido?

Blade Runner de Ridley Scott.

Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Tenho a felicidade de conhecer todos os continentes mas falta ainda Bora-Bora e a Islândia…

Um objetivo de vida?

Continuar a trabalhar e fazer o que sei em benefício dos doentes. Na área da investigação gostaria de ver implementada a rotina de retirar células de metástases por punção aspirativa e poder estudá-las para aperfeiçoar o tratamento destes doentes. Na minha vida pessoal continuar a ver os meus filhos crescerem profissionalmente e serem felizes.

Uma inspiração?

Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando.

Uma ideia para promover a qualidade da investigação médica na U.Porto?

Acredito que a interação entre investigadores e médicos de diferentes áreas, bem como suas respectivas instituições poderá contribuir para reunir recursos intelectuais e materiais que permitam alcançar objetivos cada vez mais relevantes e ambiciosos.

  • disqus_B1NDcxU0sv

    Não sou funcionário da FMUP, mas de outra faculdade, mas ao ler a notícia deu.me uma satisfação imensa o Sr. Professor ter referido também os funcionários da UP.

    Obrigado

  • Filipa Rocha

    É um excelente professor! Exemplo a seguir, sem dúvida.

  • Maria Irene Barros

    A Universidade do Porto atrai grandes talentos. É bom sinal.

  • Mauricio Leite.

    Fernando, feliz e proveitoso 2015.