Orquestra Clássica da FEUP assinala 100 anos de Engenharia Química

orquestra_300_200No próximo dia 28 de abril, às 21h30, a Orquestra Clássica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) sobe ao palco do Auditório da FEUP para um concerto comemorativo dos 100 anos de Engenharia Química na Universidade do Porto. Integrada nas comemorações do Centenário da Faculdade Técnica, esta iniciativa, promovida pelo Departamento de Engenharia Química, pela Comissão Científica Científica do Mestrado Integrado em Engenharia Química e apoiada pelo Comissariado Cultural da FEUP, constitui uma oportunidade de reencontro e convívio para várias gerações formadas na FEUP, bem como para todos aqueles que têm colaborado com o Departamento de Engenharia Química ao longo destes anos.

Na escolha do programa fez-se questão de incluir música com ramificações químicas. O evento constitui a estreia nacional de uma peça composta especificamente para o Ano Internacional da Química, por Julian Wagstaff e inclui ainda duas peças de um dos mais curiosos compositores ingleses do princípio do Séc. XX, Sir Edward Elgar.

Serão tocadas as obras “A Persistent Illusion” de Julian Wagstaff, Adagio Trio para Clarinete, Violoncelo e piano Op. 114 de J. Brahms pelo trio convidado Ricardo Alves (clarinete), Jed Barahal (violoncelo) e Daniel Cunha (piano), além de  outras peças de J. Brahms, E. Elgar, P. Mascagni e J. Strauss pela Orquestra Clássica da FEUP, sob a dircção do maestro José Eduardo Gomes.

Julian Wagstaff – “A Persistent Illusion”

O programa abre com a peça “A Persistent Illusion” comissionada pela Royal Society of Chemistry para celebrar o Ano Internacional da Química em 2011. O compositor de Edimburgo, Julian Wagstaff, compôs esta obra com o intuito celebrar a passagem da química através do tempo naquela região e o título é uma referência a Einstein na sua observação que a distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma “stubbornly persistent illusion”. A peça está dividida em três andamentos, sem título específico. O primeiro retrata uma conversa imaginária entre dois químicos ingleses que nunca existiram na mesma época e Alexander Borodin, o famoso químico compositor. O segundo andamento, retrata o processo de cristalização química, em que o piano funciona como núcleo de agregação. Para o terceiro andamento, o compositor passou algum tempo com investigadores, químicos industriais, professores e alunos da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e tentou passar as emoções vividas para a composição.

Sir Edward Elgar – “Nimrod (Variações Enigma)” e “Pompa e Circunstância”

No seguimento serão também executadas duas peças de Sir Edward William Elgar (1857-1934), um competente químico amador, com um enorme interesse em ciência, em particular em química. O seu espírito científico e a sua avisada atenção às então novas tecnologias, fez com que fosse o primeiro grande compositor a gravar uma das suas próprias obras no então revolucionário gramofone (no ano de 1914).

O acesso ao concerto é gratuito mas sujeito à lotação da sala mediante levantamento antecipado do bilhete no Infodesk/FEUP (segunda a sexta, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00), ou no dia do espetáculo uma hora antes do seu início.