Obra de Álvaro Siza acessível a todos na internet

O acervo do arquiteto Álvaro Siza,  Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto​ (FAUP) e figura maior da arquitetura portuguesa contemporânea, vai começar a estar acessível ao público nas páginas da Internet da Fundação de Serralves, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Canadiano de Arquitetura (CCA) já a partir deste mês de fevereiro.

Entre os primeiros projetos a disponibilizar encontram-se alguns dos mais emblemáticos trabalhos de Siza, casos da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (Porto, 1992), do edifício Bonjour Tristesse (Berlim, 1982-1983), da Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira, Matosinhos, 1963), das Piscinas de Leça da Palmeira (Matosinhos, 1966), do edifício do Banco Borges & Irmão (Vila do Conde, 1986), do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto, 1999), ou da Casa António Carlos Siza (Santo Tirso, 1976/78).

As descrições arquivísticas disponibilizadas vão incluir os primeiros projetos dos anos 1950 e 1960, assim como projetos para o IBA de Berlim e projetos de renovação urbana para a cidade de Haia datados dos anos 1980.

O acervo, doado em 2014 pelo arquiteto às fundações de Serralves e Gulbenkian e ao CCA, vai ser divulgado por fases e inclui textos, correspondência, fotografias e slides, cerca de 60.000 desenhos, 500 maquetes, 282 cadernos de esquissos e o arquivo de materiais digitais. A documentação foca-se nos projetos de Álvaro Siza em Portugal e data de 1958 até 2006. A documentação entregue ao CCA inclui ainda projetos com repercussão internacional de 1958 até ao presente, sendo que todos os projetos de 2006 em diante serão depositados no CCA, conforme revelaram as três instituições em comunicado.

Álvaro Siza nasceu em Matosinhos  a 25 de junho de 1933. Entre 1949 e 1955 estudou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP), antecessora das atuais faculdades de Arquitectura e de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu primeiro projeto foi concluído em 1954, tendo sido colaborador de Fernando Távora, outro professor histórico da “Escola do Porto”, entre 1955 e 1958. Ensinou na ESBAP entre 1966 e 1969; reingressou em 1976 como Professor Assistente de “Construção”. Foi Professor Visitante em diversas escolas na Europa e América, e lecionou na FAUP (jubilado em 2003). Em 1992 foi-lhe atribuído o mais importante prémio de arquitectura do mundo – o Prémio Pritzker – e, em 2012, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza pelo conjunto da sua carreira, entre muitos outros prémios e distinções.